Vasco

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sábado, 21 de abril de 2018

SÃO JANUÁRIO APAGA 91 VELINHAS


Hoje é dia de festas na Colina. No 21 de abril de 1927, já 91 temporadas,  inaugurava-se o estádio Club de Regatas Vasco da Gama, mais chamado por São Januário, em alusão à rua que passa pelos fundos. De acordo com o Centro de Memória do Vasco a Gama, "esta façanha teve início após a insubordinação do Vasco da Gama, que se recusou a cumprir a exigência da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos de expulsar os atletas pretos, pobres, operários e analfabetos".

Diz mais o texto: "A construção desse estádio, que na época de sua inauguração foi o maior equipamento de esportes da América do Sul, enfrentou todos os sortilégios, e não contou com recursos públicos. Contudo, superou todos os obstáculos e se tornou o Gigante da Colina. Aqui foram sediados inúmeros acontecimentos históricos de relevância para o Brasil e para a nação. As comemorações do dia do Trabalhador, em primeiro de maio, o anúncio de diversas leis que compõem a Consolidação da legislação Trabalhista – a CLT, as jornadas de luta da campanha".
Prossegue o texto: "O petróleo é nosso", desfiles de escolas de samba, shows culturais, competições de atletismo, e, sobretudo, grandes conquistas na nossa paixão maior, que é o futebol. Estes fatos merecem ser destacados, pois são vitórias e conquistas que fazem o diferencial único, que somente o Vasco da Gama possui e nenhum outro Clube de Futebol conquistou. Essa presença do Vasco da Gama na vida nacional e, do lado que sempre esteve, formou uma espécie de DNA que é um legado que todos os vascaínos se orgulham de ter e defender". 
E finaliza assim: "O Expresso da Vitória, que tantas alegrias nos deu, somados aos grandes talentos como Barbosa, Nelson da Conceição, Bellini, Romário, Roberto Dinamite Juninho Pernambucano, Alcir, Carlos Germano, Andrada, entre tantos outros, estão eternizados na memória do nosso Clube.  Hoje é o dia de reverenciarmos nossos dirigentes antepassados pela coragem, que sempre tiveram e nos legaram um Clube e um estádio com a história mais bela de todos os Clubes de futebol. Quando entoamos nosso grito de guerra e dizemos: "Atenção Vascaínos! Ao Vasco Tudo!"
FOTO REPRODUZIDA DO CENTRO DE MEMÓRIA DO VASCO DA GAMA

OS ARQUEIROS DAS COLINA - FINAL

 A série “Os Arqueiros da Colina”, publicada entre 23 de janeiro e 27 de março, falou de 32 goleiros vascaínos. Ficaram faltando 21, agora resgatados com a ajuda do pesquisador Mauro Prais, que elaborou esta lista para o Kike:
  1- Miltão entra na lista dos piores goleiros da história do Vasco, ao lado de Tadic, Alessandro, Diogo Silva, Michel Alves e Caetano.Tinha grande estatura. Só isso. Foi da década-1960.
2 - Rafael "Pedreiro dividiu com Roberto Volpato alguns frangos durante o primeiro rebaixamento vascaíno a Série B do Brasileiro, em 2008. Pela pré-temporada de 2009, Rafael foi aconselhado a cometer uma indisciplina para ser mandado embora do Vasco. Queria ir para o Fluminense, sem este pagar a multa recisória. Então, chegou bêbado à concentração, de  madrugada, e aprontou bagunça na porta do hotel. Teve o contrato suspenso e, dias depois, foi para o Flu. 
3 - Jordi saiu pelos inícios deste ano, indo para um daqueles paises da antiga União Soviética. Dos três do rebaixamento de 2013, Márcio Cazorla foi sempre reserva do Carlos Germano, mas o substituiu, razoavelmente bem, no inicio do Campeonato Brasileiro-1997 e na Libertadores-1998.
Nesta foto reproduzida de www.bangunet.com, o goleiro é Rollim,
 o primeiro vascaíno a jogar pelo Flamengo.
4 - Paulo Sérgio, que quando era do Botafogo chegou à Seleção Brasileira; 5 – Jair, que não deve ser com fundidor com Jair Braganca, tinhae baixa estatura, mas era elástico. Reserva do Andrada e de Mazzaropi. 6 - Maurílio, saído das bases, também foi reserva desses dois.
7 - Carlos Henrique foi um outro reserva ido Andrada. 8 -  Jonas passou antes por Bonsucesso e América. Era baixo para a posição. 9 – Zé Taínha chegou a ser titular em poucos jogos no inicio de 1959. 10 - Vagner, da década de 1950; 11 - Oswaldo Baliza, buscado no Botafogo.
12 - Chiquinho, citado em uma crônica do Mário Filho, por simular desmaio durante uma cobrança de pênalti, por Pirillo, do Flamengo. 13 - Panello, reserva de Rey, mas atuou bastante em 1935, quando o titular estava fora de forma. 14 - Quarenta II, da mesma época de Panello, era bastante franzino. 15 - Marques e Valdemar brigaram pela posição de Jaguaré, quando este foi para a Europa.  17 -  Rollim, reserva de Jaguaré, foi o primeiro vascaíno a vestir a camisa do Flamengo. 18 - Amaral, reserva de Nélson da Conceição, que sucedeu Barroso, Odorico e Ary

O VENENO DO ESCORPIÃO - HISTÓRIAS DE UM POVO HEROICUBRADO E RETUMBANTE

 1- Por ocasião das comemorações do centenário da independência do Brasil, em 1922, o presidente de Portugal, Antônio José de Almeida, fez a primeira visita oficial de um chefe de estado português ao país. Seu protocolo oficial incluiu visita a um colégio, quando ele  manteve este diálogo com um garoto, de 11 de idade:
- O que você sabe sobre a amizade entre os nossos países?
- O Brasil é filho de Portugal.
 - Qual dos dois é o mais rico?
- O Brasil.
- Porque?
- Nunca ouvi dizer que Portugal tem cerveja que ofereça prêmios. O meu pai já ganhou 20 contos de reis.
- Do seu ponto de vista, putinho, você está certo.

2 - O presidente Antônio Almeida foi uma autêntica máquina de fazer discursos, no Rio de Janeiro. Onde ia, mandava o verbo rolar, sem pena dos ouvidos dos presentes. Passadas 35 temporadas de sua visita ao Rio de Janeiro, a prefeitura da cidade o homenageou, colocando o seu nome em uma praça na Esplanada do Castelo. Por iron ia do destino, só houve um discurso naquele dia.      
3 – A corrida presidencial rolava, em 1959, entre o candidato Jânio Quadros, da UDN,  e o marechal Henrique Lott (foto), do PSD. Perto do pleito, o representante Bernardes Filho, do Partido Republicano-PR, telefonou para a residência do militar e não foi atendido. Um major assessor de campanha que o atendeu respondeu que o homem não poderia atender porque estava rouco e pronto para dormir.
4 – Quando fazia os últimos comícios, pelo interior paulista, Lott conversava com o deputado Ulysses Guimarães, quando um  eleitor o indagou se ele já se sentia ganhador daquela eleição. Sua respostas: “Meu filho, você já viu mineiro perder trem, vergonha, revolução e eleição?” Lott perdeu, pois os votos do PR lhe fizeram muita falta. Ficou rouco e foi dormir e hora errada.
5 – No dia 30 de setembro, vésperas do pleito presidencial de 3 de outubro, o presidente Juscelino Kubitscheck marcou uma fala ao país, por uma cadeia de rádios e TVs, a fim de dizer que cumprira as 30 metas prometidas, além de deixar o pais em completa normalidade democrática. Dias depois, houve o batismo de um Boeing 707, da Pan-American, no aeroporto de Brasília. JK convidou Dona Coracyh Uchoa, a esposa de Israel Pinheiro, seu tocador de obras, para o batismo do avião.  Como ela quebrara a garrafa de champanhe com muita rapidez, os fotógrafos pediram um bis mais lento. Então, ele gritou: “Madrinha, bata mais devagar no menino!”      
6 – A proximidade do pleito presidencial de 3 de outubro de 1959 não deixou de incluir uma visita do candidato do governo pessedista, o marechal Lott, ao presidente Juscelino Kubitischek. Acompanhado do seu colega de chapa e petebista João Goulart, um otimista  Lott foi recebido pelo estado-maior da coligação PSD/PTB, vários ministros, senadores, dezenas de deputados, representantes de comitês partidários e pelo governador do Rio de Janeiro, Roberto Silveira. Malandramente, a imprensa fez manchete sacaninha, dizendo  o equivalente a “Lott  põe os pés no Palácio da Alvorada – mas foi só naquele dia. Nas urnas, o inquilino da casa ficou sendo Jânio Quadros.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

11 - CHARGISTAS NO ESPORTE - CHICO CARUSO

AGUARDAR PESQUISA

TRAGÉDIAS DA COLINA - SAMUEL


 Durante a década-1970, o Vasco da Gama não tinha muita sorte quando enfrentava o Fluminense. E quem viveu uma gande tragédia por ali foi o goleiro  Samuel, revelado nas bases. Era 1976 e durante uma semana de jogo contra os tricolores três goleiros saíram contundidos de treinamentos. Sobrou para o garoto Samuel encarar aquele timaço que tinha Rivelino como seu principal astro. Com dois minutos de bola rolando esta caiu na medida para Riva, da intermediária, disparar um míssil. Samuel papou uma avestruz, mesmo com a pelota já chegando fraca em cima dele.  Naquele lance, mandou avisar à torcida vascaína que chamasse um cardiologista, o mais rápido que pudesse. E não deu outra: Flu 4 x 2 e Samuel sumiu do mapa. 
 COLABORAÇÃO DO PESQUISADOR MAURO PRAIS.