Vasco

Vasco

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A BELA MUSA CRUZMALTINA DO DIA


 Uma gatinha linda dessas não deve ser deste planeta, não é mesmo?  O "Kike" a viu divulgada por uma página onde está escrito "fotosdevilgan2001".
Gilvan fotografa para o "facebook" das
mais lindas meninas 
Evidentemente, a torcida vascaína agradece ao grande profissional por clicar foto tão bela. Um autêntico colírio para a rapaziada.
  Só  um problema: não consta o nome da modelo.  
 Gilvan, por favor, diga de quem é a graça, pra gente informar ao mundo que está vestindo esta jaqueta vencedora. Combinado?  
 
Such a beautiful kitten should not be from this planet, should she? Only the photographer Gilvan to discover beasts like that.
The "Kike" found it disclosed by a page where it is written "fotosdevilgan2001". And the vascaínos fans thank the great professional for clicking such a beautiful photo, a real eye-opener for the guys.
Only one problem: the model name does not appear. Gilvan, please tell us who the deussa is, to inform the world that she's wearing this winning jacket. Combined?





OS XERIFES DA COLINA - FLORINDO-24

Na década de 1930, quando o futebol brasileiro profissionalizou-se, os zagueiros não costumavam abandonar a sua área. Tentar marcar gols não era comum. Mas apareciam alguns que balançavam o filó. Caso de Florindo Alves Ferreira, que deixara duas redes sacudindo durante os seus 61 jogos pelo Atlético-MG.
Em 1937, o Vasco precisava de um cabra macho lá atrás. E foi  a Belo Horizonte buscar Florindo, que já tinha no currículo os títulos de campeão mineiro-1936 e do Torneio dos Campeões-1937 – antes do Galo, defendera o Tupinambás, de Juiz de Fora-MG, onde nascera, em 21 de abril de 1924, e o Siderúrgica. Em São Januário, ele emplacou e chegou à Seleção Brasileira.
 
TITULAR – Em 1937, Poroto e Itália eram os donos da zaga vascaína. Na temporada seguinte, Florindo barrou o segundo, que disputara a primeira Copa do Mundo-1930, no Uruguai. E passou a fazer dupla com Jahu. Depois, com Osvaldo. Só em 1943 perdeu a posição, quando apareceram Haroldo, Sampaio, Rubens e Rafagnelli disputando as duas vagas de “xerifes”.   
Em 1942, em seu último ano como titular, Florindo foi figura destacada em uma das mais catimbadas páginas da história cruzmaltina, a conquista  Troféu da Paz.
 Inclusive, um dos seus lances de raça, mereceu a contracapa do Nº 207 da revista “Esporte Ilustrado de 26 de março. “Florindo Espetacular!”, exclamava a manchete. 
SOBRE A CATIMBA, vale explicar: Vasco e América disputaram um amistoso comemorativo da pacificação da bola do então Distrito Federal, que tinha duas entidades brigando, a Liga Carioca de Futebol e a  Federação Metropolitana de Desportos.
O duelo rolou em 31 de julho de 1937, e a “Turma da Colina” mandou 3 x 2, em São Januário, diante de 25 mil almas. De quebra, ficou com a Taça Pinto Bastos e o Bronze da Vitória. Além daquilo, haveria, ainda, o Troféu da Paz, para ser decidido em melhor de três.
Nesse ponto entram duas versões. Pela americana, o trio de embates englobaria o jogo de 31 de julho de 1937 e as suas vitórias (3 x 1) de 5 de setembro de 1937 e  (2 x 0) de 25 de agosto de 1938. Segundo o “Jornal do Brasil”, a decisão só foi ocorrer em 24 de março de 1942, com 2 x 1 vascaínos. Da mesma forma, a edição citada acima da “Esporte Ilustrado” faz a mesma afirmação, com manchete  nas páginas centrais: “Vasco conquistou o Troféo da Paz”.

Florindo é o penúltimo à direita, em pé, em foto reproduzida
da revista e Esporte Ilustrado
A REVISTA publica a foto do time campeão, do seu primeiro gol e uma terceira folha destaca o goleiro vascaíno Walter praticando uma defesa.
No texto, escreve:  “... a disputa do ‘Troféo da Paz’ constitui  uma legítima ‘avant-première’ do certame de 1942... Venceu o Vasco e mereceu vencer porque encontrou com mais oportunidades o caminho das redes...”
 O duelo deu-se no Estádio Wenceslau Braz, apitado por Solon Ribeiro. Florindo formou dupla de zaga com Oswaldo.
Além do já citado goleiro Walter, o time teve ainda, na defensiva, Figliola, Zarzur (Noronha) e Dacunto. O ataque esteve com Alfredo II, Ademir Menezes, Massinha, Villadoniga, que marcou os dois gols,  e Manoel Rocha – depois passou por São Paulo, São Cristóvão e Francana-SP.
ESCRETE - Florindo estreou e despediu-se da Seleção Brasileira em São Januário. Na estreia, Brasil 3 x 2 Argentina, em 22 de janeiro de 1939, pela Copa Roca. O time era comandado por Carlos Nascimento e foi: Thadeu, Domingos da Guia e Florindo; Zezé Procópio, Brandão e Afonsinho;  Adílson, Romeu, Leônidas da Silva, Perácio e Carreiro.
 No último jogo, em 24 de março de 1940, em Uruguai 4 x 2, pela Copa Rio Branco, o treinador já era Jayme Pereira Barcellos e Florindo teve a companhia de outros dois vascaínos, o goleiro Nascimento e o médio Zarzur. A equipe foi: Nascimento, Norival e Florindo; Zezé Procópio Zarzur e Afonsinho;  Pedro Amorim, Hortêncio (Romeu), Leônidas das Silva, Jair Rosa Pinto e Hércules.     
Os seis jogos de Florindo pela Seleção Brasileira foram:  22.01.1939 – 3 x 2 Argentina; 25.02.1940 – 0 x 3 Argentina; 05.03.1940 – 1 x 6 Argentina; 10.03.1940 – 3 x 2 Argentina; 17.03.1940 –  1 x 5 Argentina; 25.03.1940 –  3 x 4 Uruguai.


 

FERAS DA COLINA - NIGINHO

  Ele foi o segundo artilheiro vascaíno dos Campeonatos Cariocas, linhagem inaugurada por Russinho, em 1929 (23 gols) e repetida em 1931 (17). Os seus 25 tentos do ano de sua estreia, em 1937, só foram superados por  Roberto Dinamite, que marcou 31, em 1981.
Nome do cidadão: Leonísio Fantoni, o Niginho, cruzmaltino entre outubro de 1937 a setembro de 1939. Antes, fora do Cruzeiro-MG, do qual seguiu para o Lázio-ITA, onde virou Fantoni III, por ser de uma família em que os irmãos Ninão e Orlando, e o primo Nininho também eram boleiros.

Niginho era irmão de um outro
jogador vascaíno....
Niginho estreou na “Turma da Colina” em um dia de numeração sugestiva: 10 do 10 de 1937. Somando 1937: 1 + 9 = 10;  3 + 7 = 10.  Naquela tarde de domingo, ele foi nota 10, marcando dois gols no  3 x 3 Flamengo, em São Januário, pelo Estadual, por esta formação: do treinador Carlos Escarone: Joel, Poroto e Itália; Rafa, Oscarino e Calocero; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço (Mamede) e Luna, time que era chamado por “Camisas Pretas”.
 O jornal “ A Noite” escreveu isso sobre a estreia de Niginho: “A atuação do popular jogador correspondeu plenamente à expectativa. Agindo com desenvoltura e corretamente, Niginho orientou os ataques do seu novo time, conseguindo, além disso... dois magníficos gols, na forma que lhe é característica, com dois indefensáveis chutes”.
 Realmente, os petardos eram uma marca registrada de Niginho, rompedor que compensava com aquilo e piques rápidos o que lhe faltava em habilidade. Por sinal, foi um dos motivos que o fizeram ser ídolo no Cruzeiro e no Lázio, clube que gostava de jogadores altos e fortes, como ele.
 EXPULSO DA "BOTA" - Mesmo ídolo da Lázio, Niginho foi expulso da Itália, por recusar-se a servir ao exército de Benito Mussolini que iria fazer a guerra na Abissínia, em 1936. Bom para o Vasco, que foi buscá-lo no então Palestra, futuro Cruzeiro, para onde voltara.
Íntimo das redes – marcara quatro vezes durante os 12 x 0 sobre o Andaraí e com a média acima de um gol por partida (25 em 20 jogos do Carioca de 1937), Niginho foi convocado para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1938, na Itália. Porém, um veto italiano, aceito pela FIFA, atendendo vingança do governo fascista do país, o impediu de jogar. Quem “pagou o pato” foi o Flamengo.
Durante a inauguração do estádio da Gávea e abertura do Estadual Carioca-1938, aos 3 minutos da etapa final, ele abriu a conta. E bisou o feito, aos 33. Era o dia 4 do 9. Então, 4 + 9 = 13. Tudo no 3. 
Em 11 de junho do ano seguinte, Niginho voltou a aprontar diante dos Fla, no mesmo local e  em um domingo: 2 x 0, com dois gols, os últimos que marcaria com a jaqueta preta da Colina. Por aquela época, seu treinador já era Gentil Cardoso e o time este: Nacimento, Jahu e Florindo; Argemiro, Zarzur e Calocero (Oscarino); Orlando, Villadoniga, Nignho, Gandulla e Emeal.
...Orlando, que foi, também,
 treinador do Vasco,
 na década-1970

CAMISA BRANCA –Era a tarde do domingo no 16 de janeiro de 1938. Que a galera se lembrasse, nunca tinha visto a rapaziada adentrar ao tapete verde São Januário usando camisa branca com faixa transversal preta. Quem não foi ao jogo, surpreendeu-se, no dia seguinte, quando o "Jornal do Sports" fez alusão ao fato, com  fotos de Vasco 4 x 1 Bonsucesso, pelo Campeonato Carioca.
Quem se deu melhor naquela tarde foi Niginho, autor de dois gols. O prélio rolou em janeiro de 1938, mas ainda valia, pelo Campeonato Carioca de 1937.
 A “Turma da Colina”, meramente, só cumpriu tabela. Além de Niginho, marcaram os outros gols os atacantes Lindo e Luna, por este fime: Rey, Poroto e (Zé Luís) Itália; Rafa, Zarzur e Calocero; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço e Luna. O Vasco terminou a temporada em terceiro lugar, há oito pontos do campeão, totalizando 30 pontos, em 22 jogos, vencendo 13, empatando 4 e perdendo 5. Marcou 84 e sofreu 42 gols –Niginho nasceu em 12 de fevereiro de 1912 e viveu até 5 de setembro de 1975
FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTA DO CRUZEIRO EC, Nº 45, DE MAIO-2000. AGRADECIMENTO DESTE BLOG NÃO É COMERCIAL, SÓ DE DIVULGAÇÃO HISTÓRICA.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A BELÍSSIMA MUSA CRUZMALTINA DO DIA

O "Kike"fez um rolé, hoje, pelo www.bing.com e viu esta linda vascaína em um site que promove o futebol "brasuca" feminino, encontrado clicando-se nas imagens de "lindas vascaínas". Então você verá imagens com esta da gloriosa Dani Torres, em "fotosdegilvan201". Este  Gilvan é uma fera feríssima. Fotografa as mais lindas mesmo, com categoria  de campeão no clic. Pra frente, o "Kike" vai mostrar outras belíssimas vascaínas clicadas por ele. Aguarde!
 
The "Kike" made a roll today, through www.bing.com and saw this beautiful vascaína, in a site that promotes women's "brasuca" soccer. Access the images of "beautiful vascaínas" and you will see wonderfull little girls like Dani Torres, in "fotosdegilvan201". This Gilvan is a terrible beast. Shoot the most beautiful ones ! With the category of champion in the click. To the front, the "Kike" will show other beautiful cruzmaltinas clicked by him. Wait!

XERIFES DA COLINA - ELY DO AMPARO-23

Ele foi um dos principais “xerifões” da história de São Januário. É o mínimo o que se pode falar de Ely do Amparo,  cruzmaltino entre 1943 e 1954. Após o vexame da Copa do Mundo-1950, quando os uruguis viraram o placar e nos venceram, dentro do Maracanã, ele foi a Montevideu, com o Vasco, e enfiou a porrada em Obdúlio Varela, que ficou quietinho.
Revelado pelo Canto do Rio, Ely não só foi “xerife”, mas, também, jogador disciplinado, um modelo para os colegas. Tornou-se líder no Vasco e na Seleção Brasileira. Inclusive, muitos achavam que, se ele tivesse enfrentado o Uruguai, “el chefe” Obdulio Varela não teria mandado no jogo.
A COFEDERAÇÃO BRASILEIERA de Desportos, no entanto, deixou para Ely xefrifar durante a conquista do Pan-Americano-1952 – disputou, também, o Sul-Americano de 1949 (campeão) e o Mundial-1954, na Suíça.
Nascido em  Paracambi-RJ, em 14 de maio de 1921, Ely viveu até 9 de março de 1991. Fez 19 jogos pelo escrete nacional. Com a jaqueta cruzmaltina, foi campeão carioca-1945/47/49/50/52 e, também, do Sul-Americano de Clubes Campeões-1948, no Chile e primeiro título de um clube brasileiro no exterior.
Após encerrar a carreira, Ely voltou ao Vasco como auxiliar-técnico, preparador de goleiros e treinador. Nestas novas tarefas, foi campeão do I Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro e da Taça Guanabara, ambos em 1965,  e do Torneio Rio-São Paulo-1966, embora este último com título dividido com Santos, Botafogo e Corinthians, devido a desorganização do futebol brasileiro.
Ely (D), com o irmão goleiro Osny, em reprodução de
www.tardesdepacaewnbu
COSME E DAMIÃO - Quando Duque foiu demitido como treinador vascaíno, o Vasco promoveu Ely ao cargo. Ele convidou o lateral-direito Paulinho de Almeida, em final de carreira, para ser o seu auxiliar e cuidar dos aspirantes, categoria já inexistente, imediatamente abaixo do time A.
Naquele trabalho, Ely e Paulinho trocavam idéias e até juntavam as gratificações das vitórias dos seus times, para dividi-las, igualmente. Era a primeira vez, em São Januário, que o técnico do time principal fazia aquilo. Como ainda tinha contrato como atleta, Paulinho ganhava mais (Cr$ 220 mil cruzeiros mensais). Então, o clube deu o mesmo salário a Ely, que dizia ter aprendido muito com os mestres Gentil Cardoso, Flávio Costa e Zezé Moreira.
Enquanto Paulinho cuidava do preparo físico e dos defensores, Ely ficava com os atacantes e os goleiros.  Para serem teinadores, eles tiveram uma larga experiência como atleta. Ely, que iniciou a carreira, em 1939, como juvenil do América, passou por Vasco, Sport-PE, Bonsucesso e Canto do Rio, pelo qual parou, em 1958. De sua parte, Paulinho começou no Internacional-RS e foi buscado, pelo Vasco, em 1954.