Vasco

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sábado, 21 de outubro de 2017

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

FIGURAS DA COLINA - ALOÍSIO

Ele era chegado da turma do Flamengo e planejava puxar o tapete de quem fazia dupla ofensiva com o goleador do Vasco da Gama.  Nome do sujeito? Aloísio Matias da Costa. 
Além dessas três explicitudes, este carioca, nascido em 1º de dezembro de 1941, explicitava mais uma outra: dizia-se muito mais atleta do futebol de salão, do que dos gramados e jamais pensara em rolar a bola no verde. Explicitíssimo! Nada a esconder.
 Por causa de tanta franqueza, o treinador Zezé Moreira gostou da sua sinceridade de Aloísio e decidiu dar-lhe a chance que não tivera quando fora para o “football association” de Flamengo e Botafogo.
 Aloísio jogava por um time de futsal da Gávea, o Carioca. Em 1961, companheiros incentivaram-no a tentar os gamados com a jaqueta flamenguista, já que morava do lado do clube e era amigo da rapaziada rubro-negra. Encarou o desafio, mas foi escalado como centro-médio (espécie de volante da época), o que ele desagradou, pois a sua era destruir defesas, afinal media 1m81cm de altura.
 Como a flamengada não dera certo, Aloísio aceitou a sugestão do médico alvinegro Lídio Toledo para “retentar” a sorte em General Severiano.
“Retentou” e conseguiu que o escalassem como centroavante. Agradou, assinou contrato e pegou, por concorrentes, Quarentinha e Amoroso.
Seria difícil, porém, jogar ao lado de Garrincha, Amarildo e Zagallo, pois os caras eram muito mais experientes e de Seleção Brasileira. Próximo passo? São Januário.
 Se antes era torcedor alvinegro, depois de se instalar na Colina, Aloísio tornou-se inimigo fatal dos botafoguenses.
Queria pagar ao Vasco, com juros e correção monetário, pela chance que não tivera no Fla e no Bota. Mas ficou só no sonho. Não aconteceu, também, em São Januário.
 Assim, o xará (ou quase xará) mais lembrado pelos vascaínos é o Aluísio “Chulapa” (trocado o “o” pelo “u”), que disputou a camisa 9 durante a Série B do Brasileirão-2009.  
             FOTO REPRODUZIDA DA "REVISTA DO ESPORTE"

VASCO DOS GRÁFICOS - "CANTUSCA"

Desenhos de William Guimarães
No dia 20 de novembro de 1954, o Canto do Rio apresentou-se, em São Januário, completamente desmotivado para encarar o Vasco da Gama.
 Era o últmo colocado do Campeonato Carioca, com  10 derrotas e 3 empates, em 13 jogos, tendo marcado 13 e sofrido 45 gols. Além disso, falava-se em extinção do seu futebol profissional.
De sua parte, o “Almirante” nada tinha nada a ver com os insucessos alheios. E mandou-lhe mais uma pancada: 5 x 2.
O placar deixou a “Turma da Colina”  com 10 vitórias e um empate, nas mesmas 13 partidas, o que lhe fazia vice-líder, atrás de Flamengo (3 pontos) e à frente de Bangu, América e Fluminense (2); Botafogo (3); Madureira (6); São Cristóvão, Portuguesa e Olaria (8); Bonsucesso (9) e Cantao do Rio (10).
O  Vasco abriu o placar, aos 18 minutos, com Sílvio Parodi cobrando pênalti cometido por Arnóbio (mãos na bola, dentro da área). Aos 23, o visitante assustou, empatando, mas Vavá fez jogada individual, entrou na área, chutou, o goleiro deu rebote e ele fez 2 x 1, o escore do primeiro tempo.
Na etapa final, aos 3 minutos, Ademir Menezes aumentou a conta; aos 12, Vavá voltou ao filó, desmonando, de vez, o visitante, que fez mais um gol, aos 25.
No entanto, um minuto depois, Sabará aproveitou-se de confusão entre Moreno e Arnóbio, surgiu entre ambos e fechou a conta.
O jogo foi aptiado por Paul Wissling, rendeu Cr$ 62 mil, 110 cruzeieros e 50 centavos, sem público anunciado. O Vasco teve:  Victor Gonzalez, Paulinho de
 Almeida e Mirim; Ely, Amauri e Dario; Sabará, Ademir, Vavá, Pinga e Parodi. O “Cantusca” alinhou: Liceto, Garcia e Carlos; Edésio, Moreno e Arnóbio; Almir, Osmar, Zequinha, Bené e Jairo.
 Foto abaixo reproduzida de página da revista carioca "Esporte Ilustrado".