Vasco

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domingo, 25 de fevereiro de 2018

VASCO X PORTUGUESA-RJ- HOJE - 17H

REPRODUZIDO DE WWW.CRVASCODAGAMA.COMBR
Classificado para a fase de grupos da Conmebol Libertadores 2018, o Vasco da Gama volta suas atenções neste domingo (25/02) para o Campeonato Carioca. No Estádio Edson Passos, às 17 horas, o Gigante da Colina faz sua estreia na Taça Rio, o segundo turno da competição estadual, diante da Portuguesa. A partida será transmitida para todo o país pelos canais Globo e Premiere.
Visando observar e dar ritmo de jogo aos atletas que não são titulares durante a disputa do torneio continental, o treinador Zé Ricardo optou pela escalação de um time alternativo diante da Lusa Carioca. Nenhum jogador que iniciou o duelo da última quarta (21), diante do Jorge Wilstermann, começará jogando, nem mesmo o goleiro Martín Silva, o grande nome cruzmaltino na Bolívia.
A grande novidade ficará pela presença de Giovanni Augusto. Contratado junto ao Corinthians, o meio-campista disputará sua primeira partida com a camisa do Almirante. Desfalque nos últimos compromissos vascaínos na temporada, o equatoriano Erazo está de volta. Ele formará dupla de zaga com o tamtém recém-chegado Werley. Utilizados na altitude de Sucre, Thiago Galhardo, Rildo e Riascos também estão confirmados.
Adversária do Vasco da Gama, a Portuguesa vem de uma boa vitória no Campeonato Carioca. No início da semana, com gols de Luan e Romarinho, a Lusa derrotou o Volta Redonda por 2 a 0 em pleno Raulino de Oliveira. A equipe dirigida pelo técnico João Carlos Ângelo mira o triunfo para seguir na vice-liderança do Grupo C, mantendo-se assim na zona de classificação para a semifinal da Taça Rio.
O trio de arbitragem para o jogo composto por Carlos Eduardo Nunes Braga, Dibert Pedrosa Moisés e Gilberto Stina Pereira. Ao longo da história, o clássico lusitano entre Vasco e Portuguesa foi disputado 63 vezes, com 54 vitórias do Gigante da Colina, cinco empates e quatro triunfos da Lusa Carioca. No último confronto, em 2017, o Cruzmaltino levou a melhor e venceu por 1 a 0, com gol do atacante Thalles.

Confira os relacionados para a partida entre Vasco e Portuguesa:

Goleiros:
Gabriel Félix e João Pedro
Laterais: Alan Cardoso, Fabrício e  Rafael Galhardo
Zagueiros: Erazo, Luiz Gustavo, Ricardo e Werley
Volantes: Andrey, Bruno Cosendey e Bruno Paulista
Meias: Giovanni Augusto e Thiago Galhardo
Atacantes: Caio Monteiro, Paulo Vitor, Riascos e Rildo

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA -

SENDO PESQUISDO - AGUARDE

sábado, 24 de fevereiro de 2018

63 - O VENENO DO ESCORPIÃO - UM MUNDO PORTUGUÊS D´ALÉM MAR NO RIO ANTIGO

Quando o presidente português Craveiro Lopes visitou o Brasil, entre final de maio e parte de junho de 1957, no Rio de Janeiro, foi como se ele estivesse em uma extensão da porta de sua casa.
 O Rio conservava marcas deixadas pelos primeiros portugueses que por aqui se instalaram, deixando no visitante a impressão de que o seu Portugal era, também, uma “terrinha d´aquém mar”, do outro lado do Atlântico.
 Inúmeras seriam as opções que o Craveiro poderia escolher fora de sua agenda oficial, para  sentir-se em Portugal. Por exemplo, haveria à sua disposição 36 instituições portuguesas de cunho cultural, beneficentes, folclóricas ou comerciais.
 Entre tais instituições, havias, dedicadas a danças regionais lusitanas, como as Casas das Beiras; dos Açores; dos Poveiros; do Minho; da Vida da Feira e da Terra de Santa Maria. Se preferisse distrair os ouvidos, teria ao seu dispor o coro do Orfeão de Portugal (com 34 anos de presença na cidade), o Orfeão Português e o som da Banda Lusitana.
Se Craveiro Lopes quisesse sentir-se no meio de muita gente, a opção seria ir a um jogo do Club de Regatas Vasco da Gama, em São Januário, onde a presença seria muito mais de patrícios do que de brasileiros. 
 No caso de selecionar um ambiente particularmente familiar, haveriam os cunhados José e Antônio, a mulher deste e a filha, na casa de nº 267 do suburbano Braz de Pina, à Rua Paraíba, onde vivia o segundo citado,  irmão de Dona Berta, a primeira dama portuguesa – José morava em Parada de Lucas, mas visita-lo por lá  não seria possível, devido a sua rua ser inacessível a automóveis.
 O Portugal carioca d´aquém mar” tinha intensa atividade para o seu povo. Entre outras, podiam ser na anotados: Real Gabinete Português de Leitura; Liceu Literário Português; Câmara Portuguesa de Comércio; Banco de Portugal; Obras de Assistência aos Portugueses Desamparados; Centros Alcoforense, Santa Cruzense e Trasmontano; Casas do Porto e de Portugal; Banda Portugal e Caixa de Socorros Don Pedro V.
 Dessas instituições, a mais antiga – incluída no programa oficial de visitas do presidente Craveiro Lopes – era o Real Gabinete Português de Leituras, com  120 de vida carioca e um acervo superior a 12 mil livros, revistas, opúsculos e outras publicações editadas em Portugal.
Primeira instituição fundada depois do Brasil independente – criada em 14 de maio de 1837 – o Gabinete funcionava em prédio de arquitetura manuelina – muitos achavam que fosse uma igreja da Rua Luís de Camões, próximo da Praça Tiradentes – e era mantido, exclusivamente, pela comunidade portuguesa na cidade.      
 VIA NADA FÁCIL – O  imigrante português desembarcante no Rio de Janeiro, quase sempre, empregava-se com o pequeno comerciante patrício que, praticamente, dominava a economia citadina e pagava-lhe o salário mínimo.
Só em 1955, haviam chegado ao Brasil 21.264 portugueses, dos quais 2.901 trabalhavam no comércio. Dessa turma, 13.360 estavam solteiros; 7.481 casados; 395 viúvos e 28 desquitados, sendo 15.688 alfabetizados, ou semi, e 5.576 analfabetos. Mais: 23.640 naturalizaram-se brasileiros, entre a Proclamação da República (em 1889) e 1955, ou apenas 10% de todas as naturalizações.
Pesquisadores sociais brasileiros constataram que os dois grandes motivos da imigração portuguesa para o Brasil da década-1950 era o pequeno tamanho do território da “terrinha” – 560 quilômetros para abrigar cerca de nove milhões de almas, ou uma densidade demográfica de 98 habitantes por quilômetro quadrado – e a afinidade do idioma. Assim, em 80% de suas famílias, havia sempre alguém que atravessara o Atlântico. 
 Tais portugueses chegavam com os bolsos vazios e gastavam cerca de 10.950 dias para se arrumarem economicamente e formarem famílias com filhos e netos brasileiros. Muitos do que voltavam a Portugal viajavam como comendadores de alguma ordem religiosa, beneméritos de instituições beneficentes e sócios remidos do Vasco da Gama. Na “terrinha”, eram chamados de “brasileiros” e não demoravam a sentir saudade do Brasil.
                                              

OS ARQUEIROS DAS COLINA - FRANZ - 19

Um sujeito com cicatrizes por todo o corpo e que levava 21 pontos na cabeça, para evitar um gol, com certeza, estava pedindo. E foi atendido. De quebra, ganhou um apelido: “Maluco”. E o goleiro Franz August Helfreich teve de segurar as brincadeiras. Ninguém iria chamar-lhe de “Alemão”, como induzia-se, pelos documentos do xará seu pai.
Nascido em Niterói, em 22 de maio de 1936, Franz tinha uma boa altura para os goleiros de década-1960: 1m80cm – pesava 73 quilos, media 80cm de cintura e calçava chuteiras de número 40. Casado, com Helena, o goleiro vascaíno conquistara a esposa com a ajuda dos seus olhos e cabelos castanhos escuros que ela tanto gostara. Na verdade, dominância do gen brasileiro da mãe, Irene Lopes Helfreich, de quem Franz herdara o credo católico, com devoção especial por Santa Rita de Cássia.
Pai de Carlos Augusto e de Cristina Helena, depois do futebol, Franz se divertia com cinema, televisão e pesca. Aliás, um dos seus pratos prediletos era a peixada. O outro seu esporte predileto era impedir os “matadores” de “matarem”. Como prova ter sido o goleiro titular e campeão, invicto, da Seleção Brasileira do Sul-Americano de Acesso-1964: 1 x 0 Peru; 1 x 0 Paraguai; 4 x 1 Uruguai; 1 x 1 Argentina e 1 x 1 Argentina.
REGRESSO - Quando Franz voltou daquela disputa, o Vasco da Gama queria tirá-lo do São Cristóvão, pois seus quatro arqueiros – Levis, Marcelo Cunha, Ita e Miltão – andavam muito irregulares. Mas os cartolas da Colina bobearam e o maior rival, o Flamengo, passou na frente. Na Gávea, Franz foi titular absoluto. Mas andou se desentendendo com a sorte. Tinha convocação garantida e anunciada por um membro da comissão técnica da Seleção Brasileira que excursionaria ao exterior, em 1965, quando quebrou a clavícula, em um choque com Jairzinho, do Botafogo: seis meses para a recuperação.
COMO MEIA-TEMPORADA sem jogar é tempão demais no futebol, quando voltou, Franz havia perdido muito espaço, e não teve mais vez. Foi então que o Vasco o contratou. Mas o treinador Gentil Cardoso preferiu usar Valdir Appel e Pedro Paulo, só o lançando no decorrer dos 4 x 1 sobre o Madureira, em 14 de setembro de 1967, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca-1967 – Valdir (Franz), Ari, Brito, Jorge Andrade e Lourival; Oldair e Danilo Menezes; Nado, Nei, Erandir e Luisinho foi a formação.
MARCO ZERO - Cria do Fonseca, de Niteró, Franz jogava, inicialmente, como ponta-de-lança. Do juvenil do Fonseca, foi para o juvenil do Bangu, que pagou-lhe sua primeira grana(Cr$ 800,00 cruzeiros). Mas o primeiro contrato assinou com o América, em 1956. Depois de duas temporadas, mudou-se para o Canto do Rio, onde ficou de 1958 a 1961. Em 1964, já estava no São Cristóvão.
 Após a passagem pelo Vasco, inda defendeu o Olaria, a Seleção Carioca e voltou ao “Santo”, em 1973, o seu fim de linha. A seguir, experimentou ser treinador do time, a até 1976. Em 1977, treinou o Madureira. Depois, trocou o futebol pelo serviço público, do qual, também, já se aposentou. 
                        FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO ESPORTE

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FESTA

1 - Em 1989, o Vasco ficou centenário. O jogo de futebol mais próximo de sua data festiva rolou em um 18 de agosto, vencendo o Grêmio, pela Taça Libertadores, em São Januário, por 1 x 0. Em 2008, nos 110 anos de estrada, a comemoração foi uma festa portuguesa, com certeza. Jogou contra a paulistana Associação Portuguesa de Desportos,  e empatou, por 1 x 1, na casa do adversário. Alex Teixeira, aos 12 minutos do segundo tempo, balançou o filó para o time que tinha: Roberto, Wagner Diniz, Jorge Luís, Eduardo Luís, Jonilson, Rodrigo Antônio e Alex Teixeira (Vilson), Edu, Marquinho, Alan Kardeck (Jean) e Edmundo (Madson).  

2 - Em 2013, comemorando 115 anos, o jogo vascaíno mais próximo da data de fundação foi em 20 de agosto, vencendo o amazonense Nacional, em Manaus, no estádio do SESI, com dois gols do equatoriano Tenório, aos 43 min do 1º tempo e aos 45 da etapa final. Turma vencedora: Diogo Silva; Fagner, Jomar, Cris e Henrique (Yotún); Abuda, Wendel (Montoya), Pedro Ken e Fillipe Soutto; Éder Luís (Edmílson) e Tenório. Técnico: Dorival Júnior.

3 - O Vasco disputou o último jogo no Rio de Janeiro capital brasileira. Foi em 19 de abril de 1960, vencendo o Palmeiras, por 3 x 0, no Maracanã, pelo Torneiio Rio São Paulo. Delém (2) e Cabrita marcaram os gols O time foi: Miguel; Dario, Bellini e Coronel; Écio e Orlando (Barbosinha); Sabará, Waldemar, Delém, Roberto Pinto (Cabrita)  e Ronaldo. O apito esteve com Olten Aires de abreu, da Federação Paulista de Futebol, a renda somou Cr$ 258 mil, 605 cruzeiros. Público não informado.