Vasco

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

LENDA DO CONDE DA ORDEM DE CRISTO





 Era uma vez, um Rei que sonhava conquistar novas terras, dominar o seu comércio e ser o libertador da Terra Santa, que via dominada por “infiéis” que não comungavam da sua mesma fé cristã. Até então, o seu país só era conhecido pelas proximidades. Foi então que ele mandou construir grandes navios e caravelas, para navegar por mares nunca d´antes navegados. E inquietou os seus vizinhos.
Enquanto o Rei não iniciava o seu grande projeto, a corte inquietava-se, tentando descobrir quem seria o comandante da grande aventura. Sua Majestade não demonstrava sinais sobre o escolhido. Só pensava em alguém que, além de navegar e lutar, fosse líder e soubesse negociar com os futuros vassalos.
“Vasco da Gama será o meu conquistador”, anunciou o Rei à sua surpreendida corte, que esperava ver Bartolomeu Dias o ungido, por tantos e relevantes serviços prestados à coroa – o anunciado não possuía linhagem suficiente para mais do que uma modesta posição dentro da nobreza. Principalmente, porque nascera  em uma casa simples, de pedras, em um incerto dia de 1469. Além do mais, Estêvão, o seu pai, fora  só alcaide-mor, principal magistrado e governador militar de Sines, um pequeno porto do Oceano Atlântico, a 100 milhas de Lisboa. Portanto, credenciais pequenas, de um nobre de menor importância, que não passara de posição mediana em uma ordem de matadores de “infiéis”. 
Vasco da Gama, no entanto, tinha muito mais para se falar dele. Lutara conta os mouros, em Algarves, e carregara o estandarte real na batalha contra Castela, repetindo o seu avô, o cavaleiro inglês Frederick Sudley,  pai de Isabel, a sua mãe. Falava-se que ele lutara no Marrocos, treinado por monges guerreiros e que aprendera os primeiros segredos do mar com os pescadores de sua terra.       
Teimoso, orgulhoso, com um temperamento irascível, maneiras bruscas e muito rude, Vasco chegou á corte real, em 1492, aos 23 anos de idade, quando tornou-se executor das ordens reais nos portos ao sul de Lisboa. Aos 26, já era um fidalgo e cavaleiro professo da Ordem de Santiago.
 Era 8 de julho de 1497, quando Vasco da Gama partiu de Portugal, a  bordo do navio comandante São Gabriel, acompanhado pelo São Rafael, comandado por seu irmão Paulo, e do Berrio, comandado por Nicolau Coelho.  Levava 160 homens. Pela costa africana, fizera viagem normal. Em 22 de novembro, ultrapassou o Cabo da Boa Esperança. Em 20 de maio de 1498, chegou a Calicute, na Índia, sendo  bem recebido pelo samorim, a princípio. Depois, enfrentou hostilidades. Mas chegara a um mundo onde nenhum europeu já estivera, por caminhos marítimos. E deixou  a marca do seu Rei na região.
Em setembro de 1499,  Vasco da Gama regressou a Lisboa, para dar ao seu país um novo status no comércio internacional. De capitão-mor, foi sagrado Almirante do Mar da Índia. Seus sucessores na rota não foram tão competentes quanto ele. Por isso,  o Rei só via um cabra macho em Portugal para fazer o eu ele pretendia, e voltou a convocá-lo para empreitada na Índia. Daquela vez, Vasco da Gama foi cruel, feroz e até pirata contra os “inimigos da fé cristã e dos interesses imperialistas e comerciais da Coroa Portuguesa. Partiu em 12 de fevereiro de 1502, levando 20 navios de guerra. Em março de 1503, guerreou contra o samorim de Calicute e o rajá de Cochim, onde fundou uma colônia portuguesa, ao ganhar  concessões favoráveis. Em setembro regressou. Em 1519, o Rei lhe deu o título de conde de Vidigueira. Se dependesse dele, teria privilégios em Sines, o que impediu a Ordem de Santiago, motivo da sua troca pela Ordem de Cristo.
Vivendo retirado em Évora, Vasco da Gama tinha junto ao Rei a ama de temível solucionador de problemas”.  Mais do que razão para voltar a enviá-lo às novas terras, para substituir o desastroso governador. Fez sua terceira viagem como vice-rei da Índia. Foi durão e impôs ordem onde faltava respeito ao seu Rei.      
Certo dia, Vasco da Gama voltava para o seu navio, juntamente com um dos seus capitães, em Cochim, quando viu nativos chutando uma pelota, pra lá e pra cá, enquanto outros tentavam impedí-los. Achou aquilo interessante. E viu mais vezes, e mais vezes admirou aquela disputa. Até autorizou os seus homens a fazer o mesmo nas praias locais, caso quisessem.  E eles toparam. Mas Vasco não pode vê-los em ação. Caiu enfermo, com um problema misterioso, e não o resistiu. No dia 24 de dezembro de 1524, aos 55 anos de idade, partia para uma viagem eterna a um mundo mais desconhecido, ainda. Ao saber do acontecido, seus marinheiros, que jogavam com a pelota nas praias de Cochim, juraram que nunca mais fariam aquilo, naquela data.

 O Club de Regatas Vasco das Gama, fundado em 21 de agosto de 1898, para se dedicar ao remo, usou, nos gramados, commuito sucesso, todas as datas do calendário. Menos a de 24 de dezembro. UM FELIZ NATAL
(Início DESTA BRINCADEIRA ás 10h10 de 10.10.12 e final às 22h00 de 10.10.2012)
Gustavo Mariani   

 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

 
 

 
 
 
 

 
 

terça-feira, 28 de junho de 2011

vascodata- pelé





Em 23 de maio de 1971, a cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra anunciou que iria promover o "maior espetáculo do mundo", estrelado pela "máxima expressão do futebol, Pelé". O "Rei" deixou o dele no barbante, na vitória do Santos, Por 4 x 3 sobre o Oriente Petrolero. Naquele dia, o "Camisa 10" atuou ao lado de seu cunhado Davi, casado com a sua irmã Maria Lúcia. Os demais gols do "Peixe" foram marcados por Ferreti, Edu Américo e Walter (contra). O time, treinado pelo ex-zagueiro santista Mauro Ramos de Oliveira, formou assim:  Cejas; Orlando "Lelé", Djalma Dias, Oberdan (Paulo)a e Turcão (Lima; Clodoaldo (Léo Oliveira), Nenê; Davi, Ferreti (Douglas), Pelé e Edu (Abel).  DETALHE: anos mais tarde, entre 1977 e 1981, o lateral-direito Orlando vestiria a camisa do Vasco, com a qual foi campeão carioca, em 1977. Com ela, viveu a melhor fase de sua carreira. Outros dois jogadores da formação acima citada que, também, vestiram a jaqueta cruzmaltina foram Pelé, em 1957, e Ferreti, entre 1971/1972.
 
 










Pelé não é “rei” só do futebol. Do marketing, também. Tem associado a sua imagem a centenas de produtos, tornando-se um dos divulgadores mais fortes do mundo. Cálculos de analistas do mercado publicitário dizem que a marca do craque valerá R$ 600 milhões, pelas próximas duas décadas. Nesse campo, Pelé é, também, camisa 10. De acordo com revistas especializadas em cifras,  ele acumula R$ 30 milhões anuais, anunciando produtos, que já foram de pilhas a tapetes, passando por quase tudo o que já foi para as prateleiras do planeta. E não cobra menos de R$ 2 milhões por anúncio. Nesta foto, Pelé divulga as pilhas Ray-O-Vac. Rolou por ocasião da Copa do Mundo de 1982. E bem que as “amarelinhas” poderiam se chamar de “Ray-O-Vasco”, pois Pelé se declara torcedor vascaíno. Não é mesmo?
Na estreia, Pelé marca o seu primeiro gol pela Seleção Brasileria
 
 
 
 


 




Pelé não é “rei” só do futebol. Do marketing, também. Tem associado a sua imagem a centenas de produtos, tornando-se um dos divulgadores mais fortes do mundo. Cálculos de analistas do mercado publicitário dizem que a marca do craque valerá R$ 600 milhões, pelas próximas duas décadas. Nesse campo, Pelé é, também, camisa 10. De acordo com revistas especializadas em cifras,  ele acumula R$ 30 milhões anuais, anunciando produtos, que já foram de pilhas a tapetes, passando por quase tudo o que já foi para as prateleiras do planeta. E não cobra menos de R$ 2 milhões por anúncio. Nesta foto, Pelé divulga as pilhas Ray-O-Vac. Rolou por ocasião da Copa do Mundo de 1982. E bem que as “amarelinhas” poderiam se chamar de “Ray-O-Vasco”, pois Pelé se declara torcedor vascaíno. Não é mesmo?
Na estreia, Pelé marca o seu primeiro gol pela Seleção Brasileria
 
 
 
 

 

 




Depois de 1957, Pelé voltou a vestir a camsia cruzmatina, em 1969
 
 

 



Na estreia, Pelé marca o seu primeiro gol pela Seleção Brasileria
 
 
 















JK BEIJADO PELAS CRIANÇAS
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Aqui, o presidente JK recebe a visitas da tenista Maria Esther Bueno, o maior destaque feminino brasileiro da modalidade, na décadas-1960.


 


Pelé é











 
 




Pelé e Garrincha em 1965






O "Rei Pelé" foi a capa da edição Nº 196, de novembro de 2010, da revista "FourFourTwo" pela passagem das sus 70 temporadas de vida de glórias. Com a chamada "Pelé at 70" e o subtitulo"The Rebirth of the New York Cosmos", a publicação anunciava, em sua capa, que aquilo era algo exclusivo, em 20 páginas contando tudo sobre a carreira do "Atleta do Século, bem como outras atividades marcantes de sua trajetória neste planeta. Afinal, os marcadores achavam que ele não era deste. Pelé, também, fez um comercial para o magazine, como está aí à mostra
Durante os preparativos do Santos para o Campeonato Mundial Interclubes que a FIFA realizaria no Japão, para ganhar espaço na mídia internacional, o presidente santista, Luís Álvaro de Oliveira, anunciou a sua disposição de inscrever Pelé na disputa. Brincadeira! Aos 72 anos de idade, o "Rei do Futebol" não teria como encarar o preparo físico de uma rapaziada bem mais nova com. No dia da estreia do Peixe, em 14 de dezembro de 2011, Chico Caruso, do jornal carioca "O Globo" publicou esta charge do "Camisa 10", completamente cidadão civil, ao lado do craque Neymar.


 


 


Pelé é o terceiro agachado, da esquerda para a direita
Pelé é o terceiro agachado, da esquerda para a direita







 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

VASCO DO ATAQUE E DA MEIUCA

O zagueiro capixaba Fontana e o apoiador nordestino Maranhão foram duas grandes  figuras da rapaziada cruzmaltina na década-1960. O primeiro formou, com Brito, uma das mais famosas duplas de zaga do futebol brasileiro. Para um atacante entrar no pedaço deles, inicialmente, era preciso fazer o testamento. Brincar em serviço? Nem pensar. A dupla era de espanar. Mas Fontana sabia jogar na bola, e bem. Tanto que, em 1970, disputou a Copa do Mundo e voltou do México com a medalha de campeão pendurada no pescoço. 

Da mesma forma, o maranhense Maranhão sabia o que fazer com a 'maricota". O que lhe faltava em tamanho, sobrava em técnica e categoria. Era tão baixinho que, quando pintou em São Januário, pensaram que seria para o time infantil. Mas ele mostrou que jogava como gente grande. Rápido, chegou à Seleção Brasileira de amadores e disputou os Jogos Pan-Americanos de 1959, marcando um gol e fazendo dupla de meio-de-campo com Gérson de Oliveira Nunes, um dos maiores cobrões do setor na história do futebol canarinho. 
Fontana e Maranhão, que foram capa do Nº 328 da "Revista do Esporte", a única semanário esportiva de circulação nacional, entre 1959 e o primeiro semestre de 1970, eram titulares absolutos no time que você vê abaixo. Pela ordem, da esquerda para a direita: Gainete, Joel Felício, Brito, Maranhão, Fontana (em pé), Luizinho Goiano, Célio Taveira, Saulzinho, Lorico e Zezinho. 
 
The Fontana capixaba defender and supporter northeastern Maranhao was two great figures of the decade cruzmaltina jig-1960. The first larval formed, with Brito, one of the most famous duos defense of Brazilian football. For an attacker to enter the piece of them, primeiramente, had to do his will. Playing in service? Not a chance. The duo was dusting. But Fontana knew how to play the ball, and well. So much so that in 1970, played in the World Cup and returned from Mexico with the champion medal hanging around his neck.
Likewise, the Maranhão Maranhão knew what to do with the 'maricota ".What lacked in size, remaining on technical category. Was so short that when she arrived in San Gennaro, thought it would be for the child team. But he showed that played like great people. Quickly, arrived at the Brazilian National Team and amateurs competed in the Pan American Games in 1959, scoring a goal and making double middle-of-field with Gerson de Oliveira Nunes, one of the largest in the industry cobrões history of football canary.
O zagueiro e o apoiador, which made ​​the cover of No. 328 of the "Magazine of Sport," sports Uncía weekly newspaper of national circulation between 1959 and rmerio half of 1970, were absolute hold on the team that you see below. In order, from left to right: Gainete, Joel Felicio, Brito, Maranhão, Fontana (standing), Louie Goiás, Celio Taveira, Saulzinho, Lorico and Zezinho.
 

domingo, 26 de junho de 2011

TRAGÉDIAS DA COLINA - BELLINI

Maior líder que já passou pelo time cruzmaltino, o zagueiro-capitão Hideraldo Luís Bellini revelou à Revista do Esporte, em 1965, ter saído magoado com os dirigentes de São Januário. “Penso que o Vasco da Gama julgou que o meu futebol já houvesse acabado... Pensaram que estavam fazendo um bom negócio, vendendo o passe de um atleta às vésperas das ‘aposentadoria’. Ganhariam um bom dinheiro e não perderiam muita coisa. Foi uma grande mágoa para mim esta atitude do Vasco”, afirmou o campeão mundial.
Bellini alfinetou mais os cartolas: “Os atletas evoluíram mais do que os dirigentes. Ainda se dá muito valor à idade cronológica do jogador. O que deve valer é a sua produção...”
Ele comentou assim o crescimento de sua categoria: “... a profissão (de futebolista) tornou-se mais rendosa....(houve) ascensão na escala social... antigamente, ocupava uma posição social abaixo das demais. Os poetas também passaram por isso, e até mesmo os jornalistas... (o fato de a então) Confederação Brasileira de Desportos (CBD) passar a olhar (quando das convocações para a Seleção Brasileira), não só o atleta, mas, também, o individuo, obrigou os atletas profissionais a olhar com mais seriedade a sua profissão”.
Segundo Bellini, exemplos de ídolos do passado, também, contribuíram muito para a mudança de atitude: “Depois de atingiram o ponto mais alto da fama, (muitos craques) viram-se na miséria, sem nada para o seu sustento”, lembrou o atleta, que passou 10 anos em São Januário. Ao ir para o São Paulo, estranhou o futebol paulista, por ser mais pegado, ao contrário do carioca, que era mais cadenciado. Além disso, havia muitas viagens ao interior do estado.

COMENTÁRIO DO KIKE: Dirigente negociar jogador em final de carreira é mais do que normal. Sempre foi e será assim. O Vasco já tinha Brito pedindo passagem. Pra quê manter Bellini, segurando a carreira do futuro zagueiro tricampeão mundial? É a lei do futebol. Tanto que, três anos depois daquela entrevistas, o São Paulo o mandou para o Atlético-PR.
 A mágoa do capitão poderia ter uma outra vertente: ele era sócio do goleiro Fernando, do Flamengo, em uma loja vendedora de alçados, no Rio de Janeiro. Saindo da cidade, ficaria longe dos seus negócios.   

sábado, 25 de junho de 2011

VASCO DAS CAPAS - O CURINGÃO


O Vasco encapou a edição que a revista “O Curingão” preparou para o Teste 446 da Loteria Esportiva. A foto é do atacante Pulinho sendo derrubado pelo zagueiro Edinho, do Fluminense, sob as vistas de Roberto Dinamite. O flagrante registrado pelo Nº 428, com data de 31 de maio de 1979, reproduz um grande momento vascaíno: da goleada por 4 x 1, sobre os tricolores, acontecida quatro dias antes.
Naquela publicação, o Vasco aparece nas páginas 7 e 8. Na primeira, o redator João Alves analisa a goleada e o momento do time, com foto de Roberto cabeceando e Paulinho acompanhando. Na página seguinte estão as informação sobre as suas credenciais para a próxima parida, no Jogo 3, contra o Madureira, pelo Campeonato Carioca: vitórias sobre Flu, Americano, Bangu, Niterói, Maringá-PR e Olaria.
O "Tricolor Suburbano", como a imprensa carioca apelidava o Madureira, era ponto certo na Loteria Esportiva, quando pegava o Vasco. Até aquele teste, cinco vitórias vascaínas, um empate e uma pisada na bola.
 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

CORREIO DA COLINA - RIVELLINO

 “Toda a minha família é corintiana. Resido no Rio, desde adolescente, quando o meu pai foi transferido, pela firma, para cá. Aqui, escolhemos torcer para o Vasco, por ser alvinegro, como o ‘Timão’. Não gostamos da torcida do Botafogo (também, alvinegra). Seguinte: um amigão do meu velho, que também ficou corintiano/vascaíno (transferidos juntos), dizia que a sua grande decepção fora o Vasco não ter contatado o Rivellino. Isso já esteve para acontecer, alguma dia?” Juvenal Filho, do Meier-RJ.
Veja bem, Juva! O “Kike”pesquisou muito e nada encontrou sobre isso. Então, recorreu ao amigo Deni Menezes, que foi repórter da “Rádio Globo” e da “Revista do Esporte”. Ele explicou o seguinte, e mandou, por e-mail, uma cópia de texto de sua coleção da semanário: “A notícia não foi dada por mim. Imagino que tenha chegado ao secretário de redação, Gérson Monteiro, que pode tê-la colocado na seção “Apito Final”. Dizia a nota que “O Garoto do Parque” andava chateado, por estar na reserva, do meia Nair. Diante da situação, o Vasco oferecera Cr$ 100 milhões de cruzeiros (moeda da época), pelo passe do atleta. Caro Juvenal! A imprensa carioca não perdia a chance de apostar em notícias assim. Ficou famosa a história de que o Vasco quis contratar Pelé, e o Santos contra-atacara, querendo o capitão vascaíno Bellini. Se foi verdade, ou não, quando sai no jornal, nem Deus muda mais. Vira lenda!
 
 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

TRAGÉDIAS DA COLINA - RIVALIDADE

 Entre 29 de abril de 1923 e 19 de junho de 1927, o Vasco havia disputado seis jogos oficiais, contra o Flamengo, pelos Campeonatos Cariocas. Vencera o primeirão, por 3 x 1, e em 12 de setembro de 1926. Além disso, empatara, em 15 de novembro de 1925, por 1 x 1, e em  13 de junho de 1926, por 2 x 2. Amistosamente, em três compromissos, mandara 3 x 1, em 15 de maio de 1927, e empatara, por 3 x 3, em 11 de julho de 1926.
Estavam os dois times igualados, com três vitórias para cada lado e três empates. Veio o prélio de 19 de junho de 1927, pelo Estadual, no estádio da Rua Paysandu, e a “Turma da Colina” pisou na bola. Caiu, por 0 x 3, com o rubro-negro Vandinho tornando-se o maior goleador do confronto, aos 13, 27 e 54 minutos. Grande pisada da patota dirigida pro Harry Welfare, isto é: Nélson, Itália e Nesi; Hespanhol, Claudionor, e Rainha; Paschoal, Tatu, Russinho, Torteroli, Badu e Sá Pinto.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1952

  
 
Ademir Menezes marcando gols sobre o Flamengos, em jogos do Campeonato Carioca-1952. Naquela temporada, o Vasco da Gama foi o campeão, fechando o ciclo do "Expresso da Vitória", montado pelo Uruguai Ondino Viera e mantido por Flávio Costa, que trabalhou com estrelas como Barbosa, Augusto, Ely, Danilo, Sabará, Ipojucan, Maneca, Alfredo dos Santos e Chico, entre outras feras.
Ademir Menezes scoring goals for Flamengo in the Carioca Championship-1952 games. That season, Vasco da Gama was the champion, closing the loop "Express of Victory", mounted by Uruguay Ondino Viera and maintained by Flavio Costa, who worked with stars like Barbosa, Augustus, Ely, Danilo, Sabara, Ipojucan, Maneca Alfredo dos Santos and Chico, among other beasts.
 

terça-feira, 21 de junho de 2011

VASCO DAS PÁGINAS - PERNAMBUQUINHO

 O atacante ALMIR MORAIS de ALBUQUERQUE  chegou garoto a São Januário. Fez só dois jogos pelo time juvenil, e já decolou para a glória entre os cobrões. Era do Sport Recife e, rápido, começou a se destacar no futebol carioca. A revista "Manchete Esportiva" não demorou a contar quem era ele. Almir faz parte do time que os vascaínos foram buscar no "Leão da Ilha", que inclui Ademir Marques de Menezes, Edvaldo Izidio Neto, o Vavá, e Juninho Pernambucano.
PRIMEIRO GOL  CRUZMALTINO - Aconteceu durante a partida amistoso do dia 11 de julho de 1957, quando o cansado time vascaíno caiu ante o Dínamo Moscou, por 1 x 3, lá na terra deles. Na época, a rapaziada participava de uma estafante excursão ao exterior, iniciada em 5 de junho, pela América Central e que se estendeu até a Europa. Na ânsia de encher o cofre do "Almirante", os cartolas marcaram compromissos além da capacidade física da equipe. Assim, quando a galera chegou à então União das Repúblicas Socialista Soviéticas, não levar uma goleada até ficou de bom tamanho.

PRIMEIROS JOGOS PELO VASCO: 05.06.1957 – Vasco 2 x 1 Combinado de Willemstad; 09.06.1957 – Vasco 6 x 2 Hakoah All Stars-EUA; 12.06.1957 – Vasco 3 x 1 Racing Club Paris-FRA; 14.06.1957 – Vasco 4 x 3 Real Madrid-ESP; 16.06.1957 – Vasco 4 x 2 Athletic Bilbao-ESP; 23.06.1957 – Vasco 7 x 2 Barcelona; 26.06.1957 – Vasco 2 x 1 Valência-ESP; 30.06.1957 – Vasco 5 x 2 Benfica-POR; 03.07.1957 – Vasco 3 x 1 Espanyol-ESP; 08.07.1957 – Vasco 1 x 3 Dínamo de Kiev-URSS; 11.07.1957 – Vasco 1 x 3 Dínamo de Moscou-URSS; 14.07.1957– Vasco 0 x 1 Spartack Moscou-URSS.

Então! Aquele time vascaíno participou de 12 compromissos, com nove vitórias e três derrotas. A rapaziada balançou o filó por 36 vezes e escorregou na pequena área em 22.

ÚLTIMO GOL - Foi marcado no amistoso de 16 de janeiro de 1960, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, diante do Atlético Mineiro. Foram duas bolas nas redes mandadas pelo "Pernambuquinho", um jogador irrequieto, mas que não era considerado violento por quem o conhecia.
Ao fazer uma entrevista com os familiares de Almir, em Recife, o editor do Blog do Torcedor, Marcelo Cavalcanti, saiu de casa deles convencido de que o ex-vascaíno era um jogador solidário, explosivo, mas não violento. "Ele não entrava em campo para agredir. Mas era pavio curto. Não suportava ser agredido. Muito menos ver seus companheiros serem agredidos. Como não gostava de levar desaforo para casa, protagonizava as confusões. Almir acabou sendo assassinado por causa disso" escreveu Cavalcanti.
Anote por quais clubes passou Almir:  Sport Recife: 1956-1957;    Vasco da Gama: 1957-1960;   Corinthians: 1960-1961;  Boca Juniors-ARG: 1961-1962;  Genoa-ITA: 1962; Santos: 1963-1964;    Flamengo: 1965-1967 e  América-RJ: 1967.
Títulos conquistados: SuperSuperCampeonato Carioca-1958;  Copa Roca-1960 (Seleção Brasileira);   Copa Atlântica-1960 (Seleção);  Campeonato Argentino-1962; Taça Brasil-1963/1964;Taça Libertadores- 1963; Mundial Interclubes-1963;  Torneio Rio-São Paulo-1963/1964; Campeonato Paulista-1964;    Campeonato Carioca-1965.
Então! Aquele time vascaíno participou de 12 compromissos, com nove vitórias e três derrotas. A rapaziada balançou o filó por 36 vezes e escorregou na pequena área em 22.

                                                         
                                                              

segunda-feira, 20 de junho de 2011

KIKE COMUNIC- COLECIONADORA MARGARIDA


Tempo de Copa do Mundo é tempo de álbuns de figurinhas. No Brasil, o maior expert no assunto é uma professora de Educação Física, a alagoana Margarida Menezes, radicada no Rio de Janeiro. Ela já catalogou tudo o que saiu sobre o tema, no país, mas nunca lançou um livro para o torcedor brasileiro conhecer a fundo esta história.
Em um dos quartos do apartamento de Margarida, em Copacabana, todos os armários estão ocupados pelos álbuns, dos mais diferentes editores, colecionados por ordem cronológica. No mínimo, tem dois de cada coleção que formou, em mais de duas décadas visitando feiras de trocas. E, por falar em trocas, ela trocou as Alagoas pela Cidade Maravilhosa, em 1943, quando foi aprovada para estudar na recém-fundada Escola de Educação Física e Desportos da Universidade do Brasil, que não tinha nem onde funcionar – as sulas eram nas instalações do Fluminense, mas foi pelo Botafogo que caiu de amores. Foi até sua atleta do time de vôlei.
Atleta do time de vôlei avinegro
Margarida Menezes teve como professora a nadador Maria Lenk – primeira mulher sul-americana a participar de Jogos Olímpicos – em 1932, em Los Angeles-EUA. Com a mestra, atuou forte no desenvolvimento do nado sincronizado brasileiro. No álbum de figurinhas que guarda da Copa do Mundo de 1958, na Suécia,, um detalhe chama atenção no que foi escrito sobre Pelé: ”Edson Arantes do Nascimento, o benjamin da equipe, tem 18 anos apenas, 1 metro e 70,  61kgs. Com 15 anos, já estava internacional.Uma das mais risonhas promessas do nosso futebol. Pertence ao Santos F.C”
Na realidade, Pelé estava com 17 anos e 7 meses quando disputou o Mundial sueco – nasceu em 23 de outubro de 1940  e a Copa-58 rolou entre 8 e 29 de junho, e ainda não tinha experiência internacional, pois o seu primeiro jogo contra uma equipe de um outro  país foi em  12 de janeiro de 1957, contra o sueco AIK, quando ele contava 16 anos e quase dois meses.
Margarida não simpatiza muito com Zagallo, que foi ídolo da torcida do seu Botafogo. Acha que ele tornou-se treinador da Seleção Brasileira  na Copa-1998 usando o prestígio de Carlos Alberto Parreira, e “por ter vendido” uma camisa canarinha presenteada por Pelé. Na verdade, Zagallo sucedeu Parreira, que deixou  o selecionado após o Mundial-1994. E não foi o “Lobo”, mas um filho ele,  quem vendeu o “manto do Rei”. (foto acima reproduzida do Nº 35 da revista Mag e abaixo de álbum de familia). Agradecimentos.

domingo, 19 de junho de 2011

VASCO DA FAIXA DIAGONAL

Em 22 de março de 1942, quando venceu o América, por 2 x 1,amistosamente, em São Januário, numa tarde de domingo, com dois gols do argentino Villadoniga, o Vasco voltou a jogar cm a camisa branca, com a faixa preta em diagonal, uniforme que havia sido abandonada há quatro anos.
Inicialmente, o Vasco adotava uma faixa horizontal na camisa dos seus remadores, pois fora fundado – em 21 de agosto de 1898 – para ser um clube dedicado às regatas. Na virada do século 19, para o 20, a faixa passou a ser diagonal, como aparece nestas fotos dos remadores de 1901, acima de uma tripulação de canoa a quatro remos, e abaixo de uma baleeira a seis remos.
Durante muito tempo, rolou a história de que a faixa diagonal teria sido sugestão do treinador argentino Ondino Vieira, para lembrar o uniforme do River Plate, de Buenos Aires. Lenda! Da mesma forma, que teria sido imitação da camisa da Ponte Preta, de Campinas, surgida em 11 de agosto de 1900, dois anos após o Vasco.
 Para historiadores vascaínos, seria difícil um clube do interior paulista, dedicado ao futebol, influenciar uma agremiação dedicada ao remo, na capital do país.
A partir de 26 de novembro de 1915, quando abriu o seu departamento de futebol, o Vasco adotou a camisa totalmente negra, com punhos brancos e a cruz no peito esquerdo, o que fez os seus jogadores serem chamados de “camisas pretas”.
 A jaqueta branca, com a faixa preta em diagonal estreou em 16 de janeiro de 1938, numa goleada, em São Januário, por 4 x 1, sobre ao Bonsucesso, com gols de Niginho (2), Lindo e Luna, valendo ainda pelo Campeonato Carioca de 1937. Naquele dia (foto), o time jogou com: Rey, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Lindo: Alfredo I, Feitiço, Luna e Niginho.
Na década-40, a camisa branca com a faixa igual à usada pelos remadores, foi substituindo a preta. Só em 1º de agosto de 2001, o Vasco voltou a jogar com a totalmente negra. Foi em sua estreia no Campeonato Brasileiro da Série A, empatando, com o Gama, por 0 x 0, numa noite de quarta-feira, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, diante de 19.743 pagantes, sob a arbitragem do baiano de Lourival Dias Lima Filho. Daquela vez, o quadro vascaíno foi: Hélton; Patrício, Odvan, Alexandre Torres e Gilberto; Jorginho, Botti, Juninho Paulista e William; Euller e Romário (Paulo César). Técnico: Joel Santana. O Gama foi: Ronaldo; Wilson Goiano, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Lindomar, Robston (Jefferson) e Luiz Fernando Gomes (Rodriguinho); Romualdo e Anderson Barbosa (Alessandro). Técnico Flávio Lopes.

CONFRONTO: Vasco e Gama já se enfrentaram cinco vezes pelo Campeonato Brasileiro da Série A. Exceto o jogo citado acima, que foi em Brasília, os demais foram em São Januário. Confira os placares: 30.03.1980 Vasco 5 x 1 Gama; 13.10.1999 – Vasco 5 x 2 Gama; 21.10.2000 – Vasco 1 x 0 Gama; 01.08.2001 – Vasco 0 x 0 Gama e 22.08.2002 – Vasco 0 x 1 Gama
(FOTOS reproduzidas de antigas revistas do Vasco da Gama)