Vasco

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FERÍSSIMAS DA COLINA - DOUTOR GIFFONI

O médico de uma equipe de futebol vive muito mais os dramas das partidas do que os demais integrantes do time e comissão técnica. Quem garantia isso era Amílcar Giffoni, o responsável pela saúde da rapaziada do Vasco da Gama, durante a década-1950.
 - O médico batalha, até o último minuto que antecede aos jogos, para mandar a campo o atleta que passou a semana tratando de um problema. Quando ele rola a bola, quem deu-lhe condições de jogo sente-se muito mais responsável pela sua produção. Fica ligado em todos os seus movimentos, temendo a volta do problema. Por isso, sente muito mais as emoções da peleja, assegurava Giffoni.
 Em 1950, o Vasco da Gama era elogiado por ter o melhor departamento médico do futebol carioca. Para o treinador Flávio Costa, um dos principais itens que levou o seu time ao título foi o trabalho desse pessoal que conseguia lhe garantir a escalação de atletas imprescindíveis para o compromisso.
 Quem começou a modernizar o setor médico vascaíno foi o 30º presidente do clube, Antônio Rodrigues Tavares (1948/1949). Seu sucessor, Cyro Aranha, manteve a atenção ao setor, deixando o Vasco da Gama com médico, também, para as modalidades amadoras – Aloísio Caminha – e náuticas – o doutor Miranda.
 Amílcar Giffoni começou a trabalhar com o futebol a partir de 1943, quando o colega Leite de Castro o indicou a Vargas Neto, o presidente da Federação Carioca de Futebol-FCF (e sobrinho predileto do presidente da república, Getúlio Vargas). Servindo à seleção guanabarina, ficou campeão brasileiro e fez amizade com os treinadores Flávio Costa e Luís Vinhais.

Giffoni foi médico, também, da Seleção Brasileira
 Pouco depois,  convidado para servir ao América, ele especializou-se em medicina esportiva, estudando na Escola Nacional de Educação Física. Mas demorou pouco como americano.
 A FCF estava na esquina à sua espera. Mais um pouquinho e foi a vez do treinador uruguaio Ondino Viera e do diretor do departamento profissional vascaíno, Digo Rangel, também desejarem os seus serviços, que foram estendidos à Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1950.
 Campeão Carioca-1949/50/52, o Vasco da Gama poderia ter sido tetra, se não tivesse feito uma fraca campanha-1951. Amílcar Giffoni tinha uma explicação:
 - O Vasco não estava com time  envelhecido, como muitos falavam. Pagava os complexos surgidos com a perda do titulo do Mundial (para o Uruguai), por haver fornecido o maior número de jogadores. Desde 1946, jogava sem parar. Estafado, fisicamente, (em 1951), precisava de recuperação orgânica e do moral.
 De cordo com Giffoni, naquela temporada, o Vasco da Gama realizou 705 exames clínicos; 150 laboratoriais; aplicou 410 injeções; 520 procedimentos fisioterápicos; 80 chapas de Raios X; 110 atendimentos traumatológicos; 30 gessamentos; 40 pequenas cirurgias e manteve a alimentação dos ateltas sob permanente controle.
 No entanto, a fase vascaína de mais trabalho para o médico Amílcar Giffoni, segundo ele, foi quando a rapaziada esteve, em Santiago do Chile, disputando o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, o qual venceu, em 1948.

- Passamos 40 dias na concentração de Los Maitenes, lutando contra tudo, desde a comida até o frio intenso, afirmou ele à rvistas carioca “O Globo Sportivo”, considerando a trazida da taça “verdadeiro heroísmo” da moçada.   

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