Vasco

Vasco

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CORREIO DA COLINA - PINGOU QUATRO NA REDE

1 - "Pinga não entrou, porquê, na lista dos jogadores vascaínos que marcaram quatro gols em uma mesma partida? O blog cita Maneca, Dimas, Russinho, Lelé, Roberto Pinto, Alcir Portella, Vadinho e Romário. Esqueceu dele?" Armando "Mundinho" Fialho, de Petrópolis-RJ.
Prezado Armando! Bola fora, foríssima, do "Kike". Ainda bem que temos "vasconautas" atentos como você, para corrigir as bolas chutadas lá na bandeirinha de escanteio, em cobranças de penalidades máximas. O glorioso José Lázaro Robles, realmente, está no time do parágrafo lá de cima, com aquela grande sacanagem em cima do seu ex-time, a Portuguesa de Desportos. Pra quem não conhece a história, o glorioso Mundinho lembra que foi em 18 de maio de 1957, no Pacaembu, pelo Torneio Rio-São Paulo, em Vasco 5 x 2 Lusa do Canindé – Edmur e Livinho completaram o estrago promovido pela equipe do treinador Martim Francisco, que teve: Hélio, Paulinho (Dario) e Bellini: Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Almir (Vadinho), Vavá, Livinho (Roberto) e Pinga.

2 - “Acompanho o futebol brasiliense desde 1976, quando houve o primeiro campeonato profissional promovido pela Federação Metropolitana de Futebol.  Mas não me lembro qual foi o primeiro destaque da terra levado pelo Vasco?” Patrick Werneck, da SQN 407, em Brasília.
Anote ai: às 06h do dia 14 de julho de 1976, o voo 033, da VARIG, levava o meia-atacante Ernani José Rodrigues, o Ernani Banana, o maior ídolo da época da bola candanga. Ele trocava o Taguatinga Esporte Clube, por São Januário, por empréstimo, até o último dia daquele ano, com passe fixado em Cr$ 200 mil cruzeiros. Se quisesse ficar com o atleta, em definitivo, o Vasco deveria pagar mais Cr$ 450 mil cruzeiros, além de ceder dois juvenis ao “Águia”.
Banana fazia a torcida ir ao estádio (o já demolido Pelezão) levando folhas de bananeiras, que eram agitadas a cada seu lance emocionante. Por capricho do destino, seu último treino no Taguatinga, na tarde de 13 de julho, na campo do Itamaraty, foi dirigido pelo treinador Dida, o maior ídolo flamenguista, até o surgimento de Zico. Na época, Raimundinho, ex-atleta de Defelê, Rabello e Cruzeiro, e, então, supervisor do “Taguá”, declarou ao Jornal de Brasília: "Ele começou, garoto, comigo, na escolinha de futebol do SESI/Taguatinga. Quando treinei o Ceub, só faltei pedir, de joelhos, a sua contratação, mas o supervisor Carlos Romeiro, dizia que aquilo não era nome de jogador, e que o assunto estava encerrado”.
Ao final do empréstimo, o Vasco não quis pagar o que o Taguá pedia. Então, Banana fez a carreira por Brasília Esporte Clube, Guarani de Campinas, Portuguesa de Desportos, Ferroviária de Araraquara e Paysandu-PA.
Um outro grande nome do futebol candango levado pelo Vasco, foi o atacante Santos, em junho de 1985. Campeão e artilheiro do Candangão-1985, ele custou Cr$ 200 milhões de cruzeiros, parcelados em Cr$ 25 milhões, após 30 dias da assinatura do contrato, e Cr$ 50 milhões, ao final de agosto. Além disso, o Vasco teria que pagar Cr$ 30 milhões ao atleta, como parte dos seus direitos pelo 15% do valor da transação. Santos jogou ao lado de Roberto Dinamite. Depois, esteve na Portuguesa de Desportos e no futebol português. Vando, Jussiê, Souza e Lira foram outros candangos que o Vasco levou.







 

Um comentário:

  1. Olá Grande Kike,

    Belo post sobre o Mário. No link abaixo você pode conferir em uma página da antiga Revista Sport Ilustrado uma foto do Ipojucan cobrando uma falta com a perna direita. assim como em vários edições da mesma revista , nas ilustrações dos"goals" da partida , a maioria dos lances criados com a perna direita.
    No meio de tantos ambidestros como Chico, Tesourinha, Maneca, Friaça, Ademir e Heleno, o nosso genial camisa 10 só precisava da direita para destruir as defesas adversárias.

    http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=182664&PagFis=21132&Pesq=ipojucan

    ( selecione a edição 00908)

    Abraço. Thiago - RJ

    ResponderExcluir