Vasco

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sábado, 21 de outubro de 2017

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

FIGURAS DA COLINA - ALOÍSIO

Ele era chegado da turma do Flamengo e planejava puxar o tapete de quem fazia dupla ofensiva com o goleador do Vasco da Gama.  Nome do sujeito? Aloísio Matias da Costa. 
Além dessas três explicitudes, este carioca, nascido em 1º de dezembro de 1941, explicitava mais uma outra: dizia-se muito mais atleta do futebol de salão, do que dos gramados e jamais pensara em rolar a bola no verde. Explicitíssimo! Nada a esconder.
 Por causa de tanta franqueza, o treinador Zezé Moreira gostou da sua sinceridade de Aloísio e decidiu dar-lhe a chance que não tivera quando fora para o “football association” de Flamengo e Botafogo.
 Aloísio jogava por um time de futsal da Gávea, o Carioca. Em 1961, companheiros incentivaram-no a tentar os gamados com a jaqueta flamenguista, já que morava do lado do clube e era amigo da rapaziada rubro-negra. Encarou o desafio, mas foi escalado como centro-médio (espécie de volante da época), o que ele desagradou, pois a sua era destruir defesas, afinal media 1m81cm de altura.
 Como a flamengada não dera certo, Aloísio aceitou a sugestão do médico alvinegro Lídio Toledo para “retentar” a sorte em General Severiano.
“Retentou” e conseguiu que o escalassem como centroavante. Agradou, assinou contrato e pegou, por concorrentes, Quarentinha e Amoroso.
Seria difícil, porém, jogar ao lado de Garrincha, Amarildo e Zagallo, pois os caras eram muito mais experientes e de Seleção Brasileira. Próximo passo? São Januário.
 Se antes era torcedor alvinegro, depois de se instalar na Colina, Aloísio tornou-se inimigo fatal dos botafoguenses.
Queria pagar ao Vasco, com juros e correção monetário, pela chance que não tivera no Fla e no Bota. Mas ficou só no sonho. Não aconteceu, também, em São Januário.
 Assim, o xará (ou quase xará) mais lembrado pelos vascaínos é o Aluísio “Chulapa” (trocado o “o” pelo “u”), que disputou a camisa 9 durante a Série B do Brasileirão-2009.  
             FOTO REPRODUZIDA DA "REVISTA DO ESPORTE"

VASCO DOS GRÁFICOS - "CANTUSCA"

Desenhos de William Guimarães
No dia 20 de novembro de 1954, o Canto do Rio apresentou-se, em São Januário, completamente desmotivado para encarar o Vasco da Gama.
 Era o últmo colocado do Campeonato Carioca, com  10 derrotas e 3 empates, em 13 jogos, tendo marcado 13 e sofrido 45 gols. Além disso, falava-se em extinção do seu futebol profissional.
De sua parte, o “Almirante” nada tinha nada a ver com os insucessos alheios. E mandou-lhe mais uma pancada: 5 x 2.
O placar deixou a “Turma da Colina”  com 10 vitórias e um empate, nas mesmas 13 partidas, o que lhe fazia vice-líder, atrás de Flamengo (3 pontos) e à frente de Bangu, América e Fluminense (2); Botafogo (3); Madureira (6); São Cristóvão, Portuguesa e Olaria (8); Bonsucesso (9) e Cantao do Rio (10).
O  Vasco abriu o placar, aos 18 minutos, com Sílvio Parodi cobrando pênalti cometido por Arnóbio (mãos na bola, dentro da área). Aos 23, o visitante assustou, empatando, mas Vavá fez jogada individual, entrou na área, chutou, o goleiro deu rebote e ele fez 2 x 1, o escore do primeiro tempo.
Na etapa final, aos 3 minutos, Ademir Menezes aumentou a conta; aos 12, Vavá voltou ao filó, desmonando, de vez, o visitante, que fez mais um gol, aos 25.
No entanto, um minuto depois, Sabará aproveitou-se de confusão entre Moreno e Arnóbio, surgiu entre ambos e fechou a conta.
O jogo foi aptiado por Paul Wissling, rendeu Cr$ 62 mil, 110 cruzeieros e 50 centavos, sem público anunciado. O Vasco teve:  Victor Gonzalez, Paulinho de
 Almeida e Mirim; Ely, Amauri e Dario; Sabará, Ademir, Vavá, Pinga e Parodi. O “Cantusca” alinhou: Liceto, Garcia e Carlos; Edésio, Moreno e Arnóbio; Almir, Osmar, Zequinha, Bené e Jairo.
 Foto abaixo reproduzida de página da revista carioca "Esporte Ilustrado".

NA ESQUINA DA COLINA - SUPERGRIRLS

Olhe bem na foto destas “Gatas da Colina”. Parecem gladiadoras do futuro, não é? Mas são gatinhas gatíssimas. Só que o esporte delas é barra pesada, o “futebol americano”, que exige vestimenta que amedrontam.
Elas formavam o time do Vasco da Gama/Patriotas, que estreava no Campeonato Brasileiro, goleando o Corinthians/Steamrollers, por 52 x 0, na Ilha do Governador, em 19 de julho de 2015
As gladiadoras cruzmaltinas treinavam desde o início do ano. Além do Brasileiro, elas tinham em vista a primeira etapa do Circuito Brasileiro de Flag Football, em junho, no Espírito Santo. O time era liderado pela “linebacker” e capitã Natália Andrade, que estava vascaína desde 2005 e era a capitã de defesa desde 2009.
 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

POR ONDE ANDA A BELA MUSA RAÍSSA?

Em 2017, uma linda torcedora aparecia muito na telinha de suas TV, exibindo coração vascaíno nas arquibancadas de SãoJanário. Tinha "20tinho" de vida.
 Como a galera ficava querendo saber quem era a bela "gata da Colina", o blog "O Sentimento Não Pára" descobriu que chamava-se Raíssa Bergiante e vinha sendo estudante de administração.
Tempinho depois, ela falou ao site www.netvasco.com.br, revelando ser residente no subúrbio carioca de Bangu,considerava-se pessoa teimosa e não temia declarar-se "grossa com quem merece que eu seja".  Mais: "Não faço nada para agradar, só o que acho que é certo".
 Raissa se dizia vascaína desde quando estava na barriga de sua mãe que, mesmo barriguda, não perdia jogos do Vasco. Tinha Roberto Dinamite por  maior ídolo cruzmaltino, era grata aos fotógrafos e cinegrafistas que propagavam a sua beleza, mas acreditava que a torcidas feminina do Vasco da Gama tivesse outras meninas mais belas do que ela – impossível!

In 2017, a beautiful fan appeared on the big screen of his TV, displaying a Basque heart in the bleachers of San Juan. He had "twenty-one" of life.
 As the crowd wanted to know who the beautiful "cat in the Hill" was, the blog "Feeling Do not Stop" discovered that her name was Raíssa Bergiante and she had been a management student.
Soon after, she spoke to www.netvasco.com.br, revealing herself to be a resident in the suburb of Rio de Janeiro, considered herself a stubborn person and was not afraid to declare herself "coarse with who deserves me to be." More: "I do not do anything to please, just what I think is right".
  Raissa had said vascaína since when she was in the belly of her mother, who, even in her belly, did not lose Basque games. Roberto Dinamite had a bigger crossmaltino idol, was grateful to the photographers and cameramen who spread his beauty, but he believed that Vasco da Gama's female fans had other girls more beautiful than her - impossible !
  FOTOS REPRODUZIDAS DO BLOG TORCIDA230

FIGURAS DA COLINA - DANILO MENEZES

O médio (apoiador, hoje) Danilo Alvim havia encerrado a sua história em São Januário, desde 1954. Passadas 14 temporadas, a torcida vascaína ainda sentia saudades dele, seu “Príncipe”. Gostaria de continuar a ver um cara que tocasse a bola de maneira sutil, elegante, levando-a à frente, como se fosse um buquê de flores para a namorada. 
 Um cara assim, conforme fora descrito pelo Nº 474 da Revista do Esporte, de abril de 1968, não se encontrava no futebol brasileiro. Mas o técnico Zezé Moreira, que o havia dirigido no time uruguaio do Nacional, de Montevidéu, conhecia um e o trouxe para São Januário, em 1965.
Chamava-se Danilo Menezes o atleta e era visto como uma cópia fiel de Danilo Alvim, “que empolgara o Brasil, “com atuações maravilhosas”, segundo a mesma revista.  A revista via nele quase tudo igual ao xará: calma, modo de falar, gestos cavalheirescos e simpatia, dentro e fora do gramado.
“Quando um companheiro lhe  passa a bola, Danilo (Menezes) já tem toda a jogada estudada... dos seus pés saem lances simples, bonitos e objetivos...Sua perna esquerda funciona ritmada com precisão, principalmente quando faz lançamentos longos... tem outra (virtude) muito importante, que é a de marcar gols”.
Pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-1966, em quatro jogos contra Venezuela e Peru, Danilo marcou quatro gols com a camisa da “Celeste”.
O caçula, de oito irmãos, o meia-atacante nasceu em 17 de fevereiro de 1945, em Rivera, na fronteira do Uruguai com o Rio Grande do Sul, e sempre atravessava a rua para brincar com os garotos gaúchos de Santana do Livramento.
 Aos 16 anos, Danilo começou a rolar a bola, pelo Oriental, de sua cidade. Aos 20, chegou ao Nacional, da capital, e foi campeão uruguaio, em 1963. Medindo 1m70cm, seu peso ideal era 67 quilos. Preferia trabalhar pela direita do gramado, para ter melhores chances de lançar com o pé esquerdo. Sobre o seu estilo de jogo, dizia: “Trato a bola como o barbeiro corta o cabelo, o pedreiro trabalha a massa e o pintor prepara os seus quadros”.
 Danilo Menezes chegou ao Vasco, com 20 anos de idade e saiu, aos 27,   em 1972, depois de formar bons meios-de-campos com Maranhão e Lorico, e Alcir e Buglê. Da Colina, foi para o ABC de Natal, para ser eleito “o camisa 10 do século 20” naquele clube. Até ganhou, do jornalista Rubens Lemos Filho, uma biografia, intitulada “O Último Maestro”.
          FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO ESPORTE

 

VASCO DOS GRÁFICOS - 'RUSH' PINGA

Portuguesa de Desportos e Corinthians se pegavam, na tarde do domingo 26 de outubro de 19852,  no Pacaembu. Os corintianos tentavam atingir 19 jogos invicto, para ficarem mais próximos da conquista da Taça dos Invictos, oferecida pelo jornal “A Gazeta Esportiva” ao time que quebrasse a marca estabelecida por um outro.
 Com 3 x 1 no placar, a torcida corintiana já comemorava. Mas a ‘Lusa do Canindé” não só virou a conta, para 4 x 3, como tirou o “Timão” daquela corrida.  Pinga marcou, aos 43 minutos do primeiro tempo e aos 26 do segundo. Um dos gols foi o gol mais bonito de sua carreira, embora não tenha definido se o primeiro ou o segundo.
A revista carioca “Esporte Ilustrado” – Nº 868, de 25.11.,1952 –  contou ter recebido passe de Renato, no meio do campo,  e partido para o gol, em um “rush” impressionante, vencendo vários marcadores e driblando o goleiro Gilmar.
Se o Vasco da Gama já o namorava, não faltou mais nada para celebrar o casamento, na temporada seguinte. Pinga tornar-se mais um craque da “Turma da Colina”,  até 1961, por 466 jogos e 256 gols.
Campeão carioca, em 1956 e em 1958, nesta mesma última temporada usou a faixa do Torneio Rio-São Paulo. Antes, em 1957, ajudou a trazer os canecos dos Torneios de Paris, na França,  e a Taça Tereza Herrera, da Espanha.        
 
Portuguese of Sports and Corinthians were caught, the afternoon of Sunday, October 26, 1952, in the Pacaembu. The Corinthians tried to reach 19 games unbeaten, to be closer to the conquest of the Cup of Undefeated, offered by the newspaper "A Gazeta Esportiva" to the team that broke the brand established by another.
 With 3 x 1 on the scoreboard, the Corinthian fans were already celebrating. But the 'Lusa do Canindé' not only turned the bill, to 4 x 3, but also took the "Timão" out of that race. Pinga scored, 43 minutes into the first half and 26 minutes into the second half. One of the goals was considered by him the most handsome of his career, although he has not defined any of the two.
The magazine Rio de Janeiro "Esporte Ilustrado" - No. 868, dated 25.11., 1952 - reported that Pinga received a pass from Renato in the middle of the field, and left for the goal in an impressive rush, winning several markers and dribbling the goalkeeper Gilmar.
If Vasco da Gama was already dating him, there was nothing left to celebrate the wedding the following season. Pinga became another star of the "Turma da Colina" until 1961, for 466 games and 256 goals.
Carioca champion, in 1956 and in 1958, this same season he used the Rio-São Paulo Tournament track. Before, in 1957, helped to bring the canecos of the Tournaments of Paris, in France, and the Cup Tereza Herrera, of Spain.


  

 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

TRAGÉDIAS DA COLINA - DONA JUSTA

  Considerado, por Romário, “o jogador mais importante do time vascaíno, durante as conquistas da Copa Mercosul e do Brasileiro, ambos de 2000, o atacante Euller, autor de 27 gols, em 83 jogos com a jaqueta cruzmaltina, ao sair de São Januário bateu às portas da Justiça do Trabalho. Cobrou dívida, de R$ 4 milhões. Terminou entrando em acordo e mordeu a metade do que queria, relativa a serviços prestados entre 2000/2001.
De acordo com o advogado do atleta, Luiz Roberto Leven Siano, o “Filho do Vento (apelido do atleta) pedira a penhora de renda dos jogos, do patrocínio da Eletrobras e de direitos de transmissões de jogos pela TV.
  Um outro atleta a fazer o mesmo foi o ex-goleiro Márcio Fernandez Cazorla, vascaíno por 12 temporadas. Nascido em Porto Alegre-RS, em 16 de março de 1971, estreou em 1992, e sempre foi reserva de Carlos Germano. Em 1996, não entrou em campo, fato repetido em 2001, quanto o titular já era Hélton. Teve mais chances de jogar, em 1998, quando  Carlos Germano servia à Seleção Brasileira, para a Copa do Mundo da França.
Márcio disputou 28 jogos e sofreu 21 gols. A partir de  1999, perdeu mais espaço em São Januário. Só oito jogos e seis gols sofridos. De 2000 a 2002, piorou: 24 jogos e  25  bolas em suas redes. Em 2003,  duas atuaçõese dois gols levados. Reserva de Carlos Germano e de Hélton, Márcio seria suplente, em 2004, de mais um goleiro: Fábio. Teve a chance de fazer seis jogos. E buscou seis bolas no filó. Totalizou 127 gols sofridos com a 1 vascaína. Mesmo tendo ido à Justiça contra o Vasco, voltou a São Januário, para treinar goleiros, ao lado de Carlos Germano

VASCO DA GAMA 1 X 0 ATLÉTICO-G0

O placar deixou a rapaziada com 42 pontos e acabou com uma escrita: há três Brasileiros da Série A – 2013/15/17 – a rapaziada não engatava uma série de três vitórias consecutivas. Como se recordam, os vascaínos estiveram na Segundona-2014/2016. Mais: agora, o time chega a cinco compromissos invicto, o que eleva o moral para tentar mais uma vitória, no sábado, no Maracanã, diante do Coritiba.
Pikachu (E) fotografado por Nelson Costa de
 www.crvascoda gama.com.br
O lance do gol vascaíno saiu de uma lambança da zaga do "Dragão". Dois zagueiros foram na bola que rolava pela área rubro-negras goiana e um deles, Jonathan, mandou a bola para a sua própria rede. Mesmo tendo vencido, o Vasco errou muitos passes, um total de 28.
FICHA TÉCNICA - 18.10.2017 (quarta-feira). VASCO 1 X 0 ATLÉTICO-GO. 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: Serra Dourada, em Goiânia-GO. Juiz: Claudio Francisco Lima e Silva-SE. Público: 7.468 pagantes e 9.046 total. Renda: R$ 174.000,00Gol: Jonathan (contra), aos 30 min do 1 tempo. VASCO: Martín Silva; Madson, Breno, Anderson Martins (Paulão) e Ramon; Bruno Paulista (Andrey), Wellington, Yago Pikachu, Mateus Vital (Paulo Vitor) e Nenê; Andrés Ríos. Treinador: Zé Ricardo. ATLÉTICO-GO: Marcos, Jonathan, Eduardo, Gilvan e Bruno Pacheco; André Castro, Andrigo (Diego Rosa), Paulinho (Niltinho), Jorginho e Luiz Fernando; Walter (Alison). Treinador: João Paulo Sanches.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BANGU

1  - Vasco 4 X 0 Bangu, em 1921, foi o segundo amistoso da história desse confronto, iniciado em 15 de junho de 1919, quando os vascaínos ainda eram da Segunda Divisão. Rolou em um domingo, no estádio da Rua Figueira de Mello, comgols marcados por Torteroli, Nolasco, Dutra e Pires. O time vascaíno tinha: Nélson, Leitão, Pastor, Antenor, Claudionor, Eulálio, Cláudio, Pereira, Sebastião, Roberto e Anchyses.
 
2 - Em 14 de janeiro de 1940, disputou-se, em São Januário, o primeiro torneio internacional de clubes, no Brasl. Chamou-se Luiz Aranha, em homenagem ao presidente da então Confederação Brasileira de Desportos. Foram jogos de 20 minutos, com dois tempos de 10, até as semifinais, e de 30 minutos (duas etapas de 15), na final. Modelo idêntico ao dos "Torneios Inícios. O Vasco teve a concorrência de Flamengo, Botafogo e dos argentinos Independiente e San Lorenzo. No primeiro jogo, aos 3 minutos, Fantoni marcou o gol da vitória sobre o Independiente, por  1 x 0. Na final, encarou o San Lorenzo, empatou,  por 0 x 0, e foi à prorrogação. Em jogada de Orlando Rosa Pinto, no segundo tempo, surgiu umescanteio, que decidia as disputas. E a taça ficou na Colina. Era a primeira conquista de um clube brasileiro em uma competição internacional. Time: Nascimento, Jaú e Florindo; Figliola, Zarzur e Argemiro; Lindo, Fantoni, Villadoniga (Luna), Nino e Orlando. 
 
3 - Vasco da Gama 6 X 0 América-AM foi um amistoso, de 1955, em Manaus. Embora o “Expresso da Vitória” já tivesse saído dos trilhos, desde 1952, a “Turma da Colina” era forte e estava na entressafra para ser o campeão carioca em 1956. À beira da selva amazônica, as feras que morderam as redes chamavam-se Sabará (2), Parodi, Maneca e Válter Marciano.
  
    
     
Vasco 4 X 0 Bangu, em 1921, foi o segundo amistoso da história desse confronto, iniciado em 15 de junho de 1919, quando os vascaínos ainda eram da Segunda Divisão. Rolou em um domingo, no estádio da Rua Figueira de Mello, comgols marcados por Torteroli, Nolasco, Dutra e Pires. O time vascaíno tinha: Nélson, Leitão, Pastor, Antenor, Claudionor, Eulálio, Cláudio, Pereira, Sebastião, Roberto e Anchyses.
Em 14 de janeiro de 1940, disputou-se, em São Januário, o primeiro torneio internacional de clubes, no Brasl. Chamou-se Luiz Aranha, em homenagem ao presidente da então Confederação Brasileira de Desportos. Foram jogos de 20 minutos, com dois tempos de 10, até as semifinais, e de 30 minutos (duas etapas de 15), na final. Modelo idêntico ao dos "Torneios Inícios. O Vasco teve a concorrência de Flamengo, Botafogo e dos argentinos Independiente e San Lorenzo. No primeiro jogo, aos 3 minutos, Fantoni marcou o gol da vitória sobre o Independiente, por  1 x 0. Na final, encarou o San Lorenzo, empatou,  por 0 x 0, e foi à prorrogação. Em jogada de Orlando Rosa Pinto, no segundo tempo, surgiu umescanteio, que decidia as disputas. E a taça ficou na Colina. Era a primeira conquista de um clube brasileiro em uma competição internacional. Time: Nascimento, Jaú e Florindo; Figliola, Zarzur e Argemiro; Lindo, Fantoni, Villadoniga (Luna), Nino e Orlando. 
 
 
Vasco da Gama 6 X 0 América-AM foi um amistoso, de 1955, em Manaus. Embora o “Expresso da Vitória” já tivesse saído dos trilhos, desde 1952, a “Turma da Colina” era forte e estava na entressafra para ser o campeão carioca em 1956. À beira da selva amazônica, as feras que morderam as redes chamavam-se Sabará (2), Parodi, Maneca e Válter Marciano.

 

 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

FIGURAS DA COLINA - BOLÃO

  Em 16 de julho de 1922, a torcida cruzmaltina comemorou uma goleada, por 8 x 3, sobre o Carioca, pelo Campeonato Estadual da Segunda Divisão. A metade das bolas no filó saiu dos pés de Claudionor Corrêa, que tinha o apelido de "Bolão". Portanto, jogava um bolão. Tanto que fora uma dos investigados pela Comissão de Sindicância da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (AMEA), sob a acusação de receber dinheiro para defender o Vasco.
Por sinal, para livrar o "Almirante" daquela "inquisição da bola", os comerciantes portugueses informavam aos "inquisidores" que os jogadores investigados trabalhavam em seus estabelecimentos. E que estavam fazendo serviços externos, quando não eram vistos no recinto". Mas o Claudionor  trabalhava, realmente. Na Companhia Fábrica de Botões e Artefatos de Metal.
Claudionor "Bolão" conquistou muitos fãs durante o Campeonato Carioca de 1922, quando a rapaziada vascaína carregou o caneco da Série B e ele foi o artilheiro da disputa, marcando 14 tentos, jogando adiantado. Fundamental na subida da equipe à elite do futebol carioca, para conquistar o bi-1923/1924. No entanto, Bolão ficou devendo. Marcou só dois gols, em 14 jogos (11 vitórias, dois empates e uma queda) deste time-base: Nélson, Leitão e Cláudio (Mingote); Nicolino, Claudionor e Arthur; Paschoal,Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito – em 1922, era: Nélson, Mingote e Leitão; Arthur, Bráulio e Nolasco; Paschoal, Pires (Dutra), Bolão, Torterolli e Negrito.
Em 1924, Claudionor colocou mais goleiros pra chorar: quatro tentos, atuando em 14 das 16 partidas, todas vencidas pelo Vasco, que mandou 46 pelotas no saco, e só deixou passar nove. "Bolão" seguia titular, neste time-base: Nelson, Leitão e Mingote; Brilhante, Claudionor e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Cecy e Negrito.
Ao que tudo indica, o treinador uruguaio Ramon Platero achava que "Bolão era indispensável ao seu time. Até 1927, o manteve em sua linha média. Confira:
1925 – Nélson, Espanhol (Cláudio) e Leitão (Mingote/José Manoel); Brilhante (Sílvio), Bolão e Arthur; Paschoal, Fernandes (Milton), Russinho (Jorge), Torterolli e Negrito (Patrício)
 1926 – Nélson, Espanhol (Sá Pinto) e Itália; Nesi, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Milton (Tatu) e Negrito (Dininho).
1927 - Nélson, Espanhol (Brilhante) e Itália; Nesi, Bolão e Rainha (Sá Pinto); Paschoal, Torterolli, Russinho, Tatu (Galego) e Negrito (Badu).

RECADO AO LEITOR: o "kikenauta" Raimundinho Maranhão pediu para mudar o nome desta série, pois não lhe agradava CLUBE DOS ESQUECIDOS. Segundo ele, ficava parecendo que o torcedor vascaíno é um ingrato, não toma mais conhecimento de quem ajudou a fazer a história do clube assim que o atleta pendura as chuteiras.
 O "Kike" aceita a tese filosófica do amigo, embora pondere que seria muito difícil um torcedor nascido em 2.000, por exemplo, curtir antigos ídolos, como Ademir Menezes, Bellini, Pinga e outras feras feríssimas, mesmo sendo um pesquisador. Mas atende à sugestão do glorioso Raimundinho Maranhão, pois quem manda aqui é você, vascaíno, cruzmaltino, cruzcristense, cruzcristiano, etc.
O "Kike" ainda coloca ESQUECIDOS neste "post" do Dario, para deixar você ligado na série. A partir de amanhã, será  só FIGURAS DA COLINA. Combinado? Apôijz tá!  
 

TRAGÉDIAS DA COLINA - ROMÁRIO MENOS

 De acordo com a revista "Placar", Romário nunca bateu mil vezes na rede. Nesse quesito, no Brasil, nem o  "Rei Pelé". A publicação “desmilha”, solenemente o “Camisa 10”, deixando-o bem longe das 1.282  lhe atribuídas pela imprensa.
De Romário,  "Placar" 106 bolas no barbante, por alegar que 77 foram em jogos infantis e juvenis, e 29 em partidas festivas. OINIÃO DO KIKE 
Metolologias à parte, o“Baixinho” superou o “Rei” em gols oficiais. Se, entre 1957 e 1977, Pelé marcou 720, como quer “Placar”, enquanto Romário chegou a 722, de 1985 a 2007.
 O antigo ídolo vascaíno ganha uma outra: maior número de “matanças”. São 27 comandos de pelotões de artilharia, em 87 competições oficiais, contra 24 de Pelé, em 63 disputas do mesmo nível. O cruzmaltino ainda tem a ponta do Campeonato Brasileiro de 2000, ganho pelo Vasco e que uma briga entre cartolas terminou por transformá-lo em Copa João Havelange.
OPININIÃO D KIKE:, se a bola rolou, passou pelo goleiro e bateu na rede, é gol. Antes de ser profissional, o garoto não disputa campeonatos federados nas bases? Porque tais jogos e os amistosos não devem valer na contagem dos gols?

FUXICOS DA COLINA - PAULI&PINGA

  Quando Reinaldo Reis assumiu a presidência vascaína, ele desconsiderou as pressões dos conselheiros e, como gostava do trabalho do ex-lateral-direito vascaíno Paulinho de Almeida, fez valer a sua vontade foi busca-lo  no Olaria.
O Vasco terminou a temporada-1968 com Paulinho treinado o time A e o ex-ponta-esquerda Pinga comandando os juvenis. Trocado o calendário, Pinga subiu e Paulinho saiu de São Januário.
 Duas versões circularam sobre a queda de Paulinho: o Vasco teria lhe oferecido Cr$ 3,5 milhões de cruzeiros antigos (a moeda sofrera modificação) para renovar contrato, e ele pedira 5 milhões, além de bicho dobrado. Teria havido falta de acordo financeiro.
A outra versão assegurava terem alguns “cardeais” da Colina vetado a continuidade de Paulinho, com o endosso do presidente Reinaldo Reis, por o treinador ter perdido dois títulos em 1968, o Campeonato Carioca e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, também chamado de Robertão e de Taça de Prata. Comentou-se, adicionalmente, que o Vasco teria consultado Orlando Fantoni, treinador do Cruzeiro, para ser o seu supervisor, o que poderia manter Paulinho no cargo, mas o mineiro recusara. E que pesava, também, contra Paulinho, o fato de ele não escalar o centroavante Bianchini, que já defendera a Seleção Brasileira.
Com Paulinho, o “Almirante” só vencera um jogo – 2 x 1 América – da Taça Guanabara-1968 e perdera o título carioca-1968, para o Botafogo. Então, os cartolas voltaram a pressionar Reinaldo pela contratação de Tim. Novamente, ele resistiu, dizendo que Paulinho merecia uma nova chance durante o Torneio Roberto Gomes. Mas, como o time vascaíno não fez boa campanha na disputa, Paulinho de Almeida não ficou para o inicio da temporada seguinte, tendo o ex-ponta-esquerda Pinga assumido a sua vaga.

PINGOU GOL – Comandante da rapaziada amadora, em 1968,  Pinga estreou no time A, amistosamente, com 1 x 0 América, no Estádio Caio Martins, em Niterói, com gol marcado por Buglê, em cabeçada, aos 15 minutos do segundo tempo, recebendo lançamento de Adílson Albuquerque.
 A crônica da época diz que a vitória vascaína fora mais produto da chance do que da qualidade técnica mostrada. Mas era cedo para o cobranças – Valdir Apple; Ferreira, Joel Santana, Fernando e Eberval; Benetti e Buglê; Nado (Antoninho), Nei Oliveira, Adílson Albuquerque e Silvinho foi o primeiro Vasco do “comandante” Pinga
O Vasco daquele final de década era um caldeirão em ebulição. Pinga não durou muito no cargo, que foi parar nas mãos de Evaristo de Macedo, outro a não esquentar lugar. Então, Paulinho voltou. Por pouco tempo, pois Célio de Souza terminou a temporada no comando da rapaziada.
Em 1970, o Vasco teve Tim comandando o seu quadro, que quebrou o tabu, de 12 anos, sem ser campeão carioca. O 13º título estadual  garantiu-lhe um ano no emprego, pois a campanha durante o Robertão foi fraca, abrindo caminho para Paulo Amaral substitui-lo, no começo de 1971.

 

                                                      

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

MUSA (ENBADEIRADA) DE HOJE DA COLINA -

O Kike viu esta bela em www.paixaovasco.combr, o site que mostra as mais belas imagens com vascaínas lindíssimas. Aí no pé das foto tem o nome de Gabriel Dias, que deve ser o competente fotógrafo que selecionou estas deusa para clicar. Parabéns a ele pelo bom gosto e, mais ainda, a você torcedor vascaíno, pro saber que o "Almirante" é adorado pelas gatas mais inteligentes e lindas do planeta.

HSITORI&LENDAS DFA COLINA - 'SÃO CRICRI'

1 - O São Cristóvão passou quase dois anos para vencer o Vasco, depois 2 x 1 de 1926. Mas mandou um outro 2 x 1, daquela vez dentro de São Januário. E o Vasco estava com um time forte, comandado por Harry Welfare: Rey, Domingos da Guia e Itália; Tinoco, Jucá e Gringo; Bahiano, Leônidas da Silva, Russinho e Orlando.  Por aquele mesmo campeonato, o São Cristóvão votou a pregar uma peça ao Vasco: 1 x 1 em primeiro de julho, mas em seu campo da Rua Figueira de Melo. O time da Colina, seguindo comandado por Harry Welfare, foi: Rey, Domingos da Guia e Itália; Gringo, Fausto e Mola; Orlando, Almir, Gradim, Nena e D' Alessandro. Técnico: Harry Welfare.

2 -  Na década de 1980 foram estes os jogos entre vascaínos e olarienses: 11.09.1980 - Vasco 3 X  1; 24.06.1981 - Vasco 1 x 0; 29.07.1981 - Vasco 1 x 0; 18.10.1981 - Vasco 1 X  0; 05.09.1984 - Vasco 2 X  1; 10.11.1984 - Vasco 0 X 0 Olaria; 11.09.1985 - Vasco 2 X 0 Olaria; 06.11.1985 - Vasco 2 x 1;  23.03.1986 - Vasco  2 x 0; 21.05.1986  - Vasco 4 x 0; 22.02.1987 - Vasco 1 X 0; 23.04.1987 - Vasco 1 X 1 Olaria; 05.03.1989 - Vasco 0 x 0 Olaria; 17.05.1989 - Vasco 3 X 0 Olaria.
3 -  No dia 8 de gosto de 1964, na casa do adversário, à Rua Figueira de Melo, a esquadra do “Almirante” encerrava navegação com um dos seus empates mais esquisitos pelo Campeonato Carioca: Vasco 3 x 3 São Cristóvão. Célio (2) e Mário ‘Tilico’ compareceram ao placar do jogo apitado por Gualter Portela Filho, com arrecadação de Cr$ 2 milhões, 266 mil, 650 cruzeiros. Patota do dia: Marcelo Cunha; Massinha, Fontana, Barbosinha e Pereira; Odmar e Maranhão; Joãozinho, Célio, Mário e Zezinho. Por aquela época, havia as preliminares entre aspirantes, e os vascaínos venceram, por 4 x 0.     

4 - Campeonato Carioca-1937. O Vasco passou por uma coleção de resultados interessantes diante dos seus maiores rivais. Só faltou o empate por 1 x 1. Confira: 26.12.1937 - Vasco 0 x 0 Fluminense;  01. 10.1937 - Vasco 2 x 2 Botafogo; 10.10.1937 - Vasco 3 x 3 Flamengo.

 

FIGURAS DA COLINA - JORGINHO CARVOEIRO

O cronômetro do árbitro Armando Marques marcava 33 minutos dos segundo tempo.O apoiador Alcir Portella lançou e o ponta-direita Jorginho Carvoeiro balançou a rede do Cruzeiro. Dali até o final da partida, dos 112.993 pagantes, a maioria cruzmaltina, só fez festa, no Maracanã.
Caminhava o Vasco da Gama para conquistar o seu  primeiro título de campeão brasileiro. E, graças aquele gol, carregou a taça e colocou a faixa. Era 1º de agosto de 1974 e o Maracanã assistia à primeira grande noite de glória de Jorginho Carvoeiro, que recebera aquele apelido por causa de um amigo que exercia talo ofício.
 Garoto talentoso, Jorge Vieira, verdadeiro nome, chegou ao Bangu, aos 14 de idade, para iniciar a carreira. Em 1971, foi convocado para a Seleção Brasileira de amadores, disputou o Torneio de Cannes, na França, voltou campeão e eleito o melhor da competição.
Reprodução de www.vascofotoswordperess- Agradecimentos
 Pela temporada seguinte, Jorginho já estava defendendo o Vasco. Mas ele teve pouco tempo para comemorar a glória.
Nascido em Castelo-ES, em 11 de outubro de 1953, Jorginho viveu só até 13 de julho de 1977,  quando foi tragado pela leucemia.
JOGO DO TÍTIULO - Ademir, substituindo o machucado Peres, abriu o placar, aos 14 minutos. O Vasco de Jorginho Carvoeiro virou de etapa na frente, mas Nelinho empatou, aos 64.
Então o destino reservou aquela noite de glória para o atacante da "Turma da Colina", que formou ao lado de: Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés, Alfinete, Alcir, Zanata, Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos, que eram treinados por Mario Travaglini.
Foi esta a campanha vascaína com a ajuda de Jorginho Carvoeiro: Vasco 2×0 Coritiba; Vasco 0×0 Desportiva-ES; Vasco 1×1 Flamengo; Vasco 2×1 Remo-PA; Vasco 0×0 Paysandu-PA; Vasco 0×0 Botafogo; Vasco 0×0 Bahia; Vasco 0×0 Vitória-BA; Vasco 1×2 Fluminense; Vasco 3×2 América-RN; Vasco 3×0 Itabaiana-SE; Vasco 1×1 Olaria; Vasco 1×0 Tiradentes-PI; Vasco 0×2 Sampaio Corrêa-MA; Vasco 0×1 América-RJ; Vasco 1×0 Avaí-SC; Vasco 0×1 Grêmio; Vasco 1×1 Atlético-PR; Vasco 3×1 Internacional.SEGUNDA FASE: Vasco 3×0 Operário-ms; Vasco 0×0 Nacional; Vasco 2×0 Atlético-MG; Vasco 2×0 Corinthians; Vasco 0×0 Vitória-BA.TERCEIRA FASE: Vasco 2×1 Santos; Vasco 1×1 Cruzeiro; Vasco 2×2 Internacional-RS. FINAL: Vasco 2 x 1 Cruzeiro.

RECADO AO LEITOR: o "kikenauta" Raimundinho Maranhão pediu para mudar o nome desta série, pois não lhe agradou CLUBE DOS ESQUECIDOS. Segundo ele, assim fica parecendo que o torcedor vascaíno é um ingrato, não toma mais conhecimento de quem ajudou a fazer a história do clube assim que o atleta pendura as chuteiras.
 O "Kike" aceita a tese filosófica do amigo, embora pondere que seria muito difícil um torcedor nascido em 2.000, por exemplo, curtir antigos ídolos, como Ademir Menezes, Bellini, Pinga e outras feras feríssimas, mesmo sendo um pesquisador. Mas atende à sugestão do glorioso Raimundinho Maranhão, pois quem manda aqui é você, vascaíno, cruzmaltino, cruzcristense, cruzcristiano, etc.
O "Kike" ainda coloca ESQUECIDOS no "post" do Dario, para deixar você ligado na série. Depois, ficará sendo só FIGURAS DA COLINA. Combinado? Apôijz tá!     

 
 
       

 

            

domingo, 15 de outubro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - SS-1958

Final do Campeonato Carioca de 1958 – Um cartola vascaíno “achou de achar” que a "Turma da Colina caíra, inesperadamente, de produção. Segundo ele, jogadores importantes, como o zagueiro central Bellini, o quarto-zagueiro Orlando, o meio-campista Écio, o atacante Almir "Pernambuquinho", entre outros, andavam badalando demais pelas agitadas “night” de Copacabana. E desceu a língua nos caras. Que foram "SuperSuper" campeões cariocas daquela temporada.  
BADALANDO ASSIM, PRA DAR NO QUE DEU, ERA MELHOR BADALAR TODOS OS DIAS.

Antes da final carioca de 1958, o Vasco só havia decidido, com o Flamengo, em 29.10.1944, no jogo em que o argentino Valido empurrou um zagueiro vascaíno, para fazer Fla 1 x 0, com a anuência de um árbitro botafoguense, que desejava impedir o título cruzmaltino. Há foto do lance provando o erro da arbitragem. O Vasco respondeu, em 13 de junho de 1976, levando a Taça Guanabara, com 5 x 3 nos pênaltis, após 1 x 1 no tempo normal de jogo, e em 28 de setembro de 1977, carregando a Taça Rio, por 5 x 4 nos pênaltis, após 0 x 0 durante os 90 minutos.
SEGURAMENTE, É UMA DAS BATALHAS ETERNAS DE CHORO LIVRE DE RIVAL.

Em 1949, após o amistoso Vasco 1 x 0 Arsenal, da Inglaterra, a imprensa carioca divulgou que havia mais de 50 mil torcedores no Estádio de São Januário. Oficialmente foram registrados cerca de 24 mil. Também oficialmene, o Vasco tem como maior público em sua casa 40.209, em 19/2/1978, no jogo Vasco 0 x 2 Londrina. Curiosamente, naquela partida contra o Arsenal, segundo o registro oficial, houve apenas pouco mais de 24 mil pagantes e sócios, mas que proporcionaram a renda de Cr$ 1.146.150,00, recorde sul-americano na época.
IMPRESSIONANTEMENTE, foi uma renda para inglês ver, como se dizia, antigamente.

Final de 1999 – O atacante Edmundo volta a conviver, em São Januário, com Romário, com quem brigara em 1998. O ‘Animal’, inicialmente, aceita o ‘Baixinho’, com a promessa do presidente Eurico Miranda, de que Romário ficaria só no Mundial de Clubes da FIFA, em janeiro de 2000. Ambos fazem uma trégua e arrasam o inglês Manchester United. Edmundo, de costas para o marcador Mikaël Silvestre, com um toque na bola, chapelou o adversário, deixou-o ao chão, aplicou outro toque na pelota, encobriu o goleiro Mark Bosnich e levantou a torcida vascaína no Maracanã. Vasco
Final do Campeonato Carioca de 1987 - Mílton Queiroz da Paixão, o meia-atacante carioca vascaíno tinha valentia, habilidade, velocidade e boa pontaria. Campeão brasileiro, em 1989, e da Taça Guanabara de 1990, ele marcou o gol do título estadual de 1987, na final contra o Flamengo. E comemorou correndo com a camisa encobrindo o rosto, gesto que passou a ser imitado pelo país inteiro.
DATA FATAL: para os flamenguistas, que revelaram Tita, aquilo não poderia ter sido verdade. Mas Tita nascera mesmo no “Dia da Mentira” – em primeiro de abril de 1958.
 

DOMIGO E DIA DE MULHER BONITA - MICHELET, PRESIDENTE DO CHILE

Filha do brigadeiro-general da Força Aérea chilena – Alberto Bachelet –  integrante do governo do presidente Salvador Allende, ela era membro do Partido Socialista, desde 1973, quando a ditaduras militar o prendeu, em 1974, e o matou, na prisão, torturado.
 O fato fez Michelle e sua mãe – arqueóloga Angela Jeria – passarem à clandestinidade. Detidas, em 1975 – também, torturadas –, ao se livrarem da prisão, exilaram-se na Austrália e, depois, na então Alemanha Oriental.
É assim que começa a história politica da médica – trabalhou como epidemóloga – Verónica Michelle Bachelet Jeria, nascida em Santiago – 29.09.1951 –, primeira mulher a governar o Chile – 11.03.2006 a  2010  e de 2014 até hoje.
 MICHELE FOI, também, a primeira presidente da União das Nações Sul-Americanas; primeira chefe da agência Nações Unidas Mulheres; primeira mulher ministra da Defesa (chilena)  no continente latino-americano e primeira a vencer duas eleições presidenciais (em seu país). Passada a ditadura militar chilena, foi ministra da Saúde do presidente Ricardo Lagos – 2000 a 2002 – e o sucedeu eleita, em segundo turno, 53,5% do total dos votos, tornando-se a sexta presidente da república latino-americana – após Isabelita Perón (Argentina-1974); Violeta Chamorro (Nicarágua-1990); Rosalía Arteaga (Equador-1997, por dois dias) e Mireya Moscoso (Panamá-1999).
Do casamento com o arquiteto Jorge Dávalos, ficou mãe de Sebastián e de Francisca. Na década-1990, trabalhou junto com o colega epidemólogo Aníbal Henríquez e, com este, gerou Sofía.
EMPOSSADA EM 11 de março de 2006, Michelle adotou como primeiro ato importante gratuidade do sistema público de saúde para maiores de 60 anos e criação de comissão  para reforma da Previdência Social. Seus inícios presidenciais valeram-lhe a popularidade em 60% do eleitorado.
No entanto, ela teve problemas com estudantes secundários,  descontentes com o ensino no país enfrentou descontentamentos, também, com o sistema de moradia. E, ao anunciar  distribuição  gratuita de anticoncepcionais na rede pública de saúde para qualquer mulher acima dos 14 anos de idade, enormemente, a Igreja Católica. Resultado: queda de prestígio.
Na economia, durante os primeiros meses do governo, Michelle a manteve em bom estado, ajudada pelo grande crescimento do valor do cobre ( principal produto de exportação chileno) no marcado internacional, valendo mais de US$ 6 bilhões de dólares de  em superavit fiscal.
Michelle Bachelet, com desempenho moderado no primeiro governo, conseguiu terminá-lo com um grande apoio, especialmente graças a medidas adotadas quando a crise econômica internacional chegou ao Chile. Protegeu setores sociais mais fragilizados, sobretudo o dos aposentados, pois a previdência chilena era totalmente privatizada.
MESMO ASSIM, Michelle não fez o sucessor, perdendo o pleito para  Sebastian Piñera. Mas voltou, em 2014, com propostas para um governo muito mais avançado. Prometeu  ampliar gastos sociais, investir mais em educação e reduzir desigualdades. Além de devolver a gratuidade do ensino universitário e promover reformas tributária e eleitoral, o que cumpriu, sem aumentar a sua popularidade, contribuindo para isso a resposta do grande empresário, fazendo a cabeça do povo sugerindo momentos de pessimismo, o que coincidiu com a baixa dos preços dos produtos primários de exportação – em particular, do cobre –, para diminuir o nível de crescimento econômico.
Em 2015, o governo Michele viveu uma terrível crise, motivada por denúncias e corrupção por parte de políticos da base governista, inclusive do filho dela, Sebastian Dávalos, acusado de usar o seu cargo (Noragate) para obter empréstimo, de  US$ 10 milhões, para empresa de sua mulher, junto a um banco privado que havia contribuído para a campanha de Bachelet. Ele se demitiu, mas não impediu que o desgaste diminuísse ainda mais o apoio ao governo.
O ESCÂNDALO levou Michelle a tentar acalmar o eleitorado, anunciando troca de 23 dos seus secretários de Estado e ministros. Recuperou pontos em seu conceito, ajudada pela criação de comissão de notáveis para um projeto de maior transparência e ataque à corrupção.   Mas o seu prestígio, em 2015, caiu a 29%, o mais baixo patamar de sua avaliação.
Em sua corrida pelo aumento de popularidade, em agosto dete 2017, Bachelet  apresentou  três projetos de reforma previdenciário, a fim de subir, em 20% , o valor das aposentadorias, pois o trabalhador chileno era responsável, exclusivamente, pelo seu futuro financeiro. Estipulou 5% de contribuição para o empregador e estabeleceu uma aposentadoria básica universal para todos os excluídos do sistema que hoje paga o equivalente a 157 dólares a 1,3 milhão de pessoas.
BACHELET anunciou, também,  proposta para igualar as aposentadorias dos militares,  em média, sete vezes mais altas que as do restante dos chilenos. –  chegar ao poder, as vezes, não é difícil. Duro é manter-se amado por ele.
                            FOTOS DIVULGAÇÃO DO GOVERNO CHILENO

 

sábado, 14 de outubro de 2017

VASCO DA GAMA 1 X 0 BOTAFOGO

DESCULPE-NOS PELO ATRASO, ESTAMOS COMEMORONDO E REPRODUZINDO A MATÉRIA DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR.

O reencontro do Vasco da Gama com a sua torcida, no Rio de Janeiro, foi marcado por festa vascaína no Maracanã. Na noite deste sábado (14/10), o Gigante da Colina levou a melhor diante do Botafogo, pelo placar de 1 a 0, e garantiu a comemoração dos torcedores que compareceram ao clássico carioca, válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol da equipe de São Januário foi marcado por Nenê, no decorrer do segundo tempo.
O próximo passo na competição nacional será diante do Atlético Goianiense, na próxima quarta-feira (18), às 19h30, na casa do adversário. O resultado positivo levou o Cruzmaltino a oitava posição, somando 39 pontos.
O JOGO
No gramado do Maracanã, ao lado de sua torcida, o Vasco teve a primeira boa chance logo no primeiro minuto de bola rolando. O atacante Thalles sofreu falta, perto da entrada da área, e Nenê bateu com perigo, mas o zagueiro Igor Rabello subiu para afastar o perigo. Aos três, após uma boa subida de Ramon pela esquerda, o Cruzmaltino assustou o adversário com mais uma bola da área, mas Gatito Fernández saiu para fazer a defesa.
Aos 10 minutos de jogo, o Botafogo chegou pela direita. Arnaldo cruzou mas o goleiro Martín Silva saiu com tranquilidade para ficar com a bola. Logo na sequência, foi do Vasco a primeira chance clara de abrir o placar. Wellington recebeu no meio e mandou um belo chute de fora da área, a bola tirou tinta da trave do Alvinegro e saiu pela linha de fundo.
Quando o cronômetro marcava 13 minutos, o Vasco voltou a levar perigo para a área do adversário. Após um cruzamento pela direita, Mateus Vital arrematou forte, mas Joel Carli apareceu no caminho e a redonda foi desviada pelo defensor. Aos 28, foi a vez do Botafogo criar oportunidade. Bruno Silva puxou contra-ataque e acionou Arnaldo, que cruzou para Marcos Vinícius bater de primeira e parar em boa defesa do goleiro de São Januário.
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Thalles voltou a ser titular no clássico contra o Botafogo
Antes do árbitro apitar o fim da primeira etapa de jogo, o Gigante da Colina ainda chegou com Ramon, pela esquerda. O vascaíno cruzou para Thalles, que tentou cabecear mas acabou atrapalhado pelo goleiro alvinegro.

Na volta para o segundo tempo, o Gigante da Colina levantou a torcida no Maracanã, aos 7 minutos, em uma boa chegada. Mateus Vital deu um belo passe para Nenê, que bateu forte e viu a bola explodir do lado de fora da rede. Mais tarde, aos 10, Victor Luiz aproveitou uma subida alvinegra para finalizar de fora da área, mas acabou mandando a bola pela linha de fundo.

Aos 20, o Vasco teve uma boa oportunidade em uma falta batida por Nenê. O zagueiro Anderson Martins subiu para cabecear, mas a bola acabou saindo por cima do gol. Na sequência, aos 28, o Cruzmaltino foi efetivo para garantir a vantagem na partida. Nenê recebeu na intermediária, ganhou na dividida com Igor Rabello e bateu. A bola desviou em Carli e foi parar no fundo da rede: VASCO 1 x0. Nos minutos finais, o placar quase foi ampliado com cruzamento de Madson e Caio Monteiro de cabeça.

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Paulo Vitor infernizou a defesa botafoguense na etapa final- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

FICHA TÉCNICA:14.10.2017 (sábado) VASCO DA GAMA 1 x 0 BOTAFOGO. Campeonato Brasileiro - 28ª rodada. Estádio: Maracanã-RJ. Juiz: Vinicius Gonçalves Dias Araújo-SP. Público: 27.424 pagantes e 31.406 presentes. Renda: R$ 1.063.215,00. Gol: Nenê, aos  23 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Madson, Paulão, Anderson Martins e Ramon; Jean, Wellington, Wagner (Yago Pikachu), Mateus Vital (Paulo Vitor) e Nenê; Thalles (Caio Monteiro). Treinador: Zé Ricardo. BOTAFOGO: Gatito Fernández; Arnaldo, Carli, Igor Rabello e Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, João Paulo e Marcos Vinícius; Rodrigo Pimpão (Guilherme) e Brenner. Treinador: Jair Ventura

 

FIGURAS (ESQUECIDAS) DA COLINA - DARIO

O Vasco da Gama tirara o “Expresso da Vitória” dos trilhos após ser campeão carioca-1952.  Chegara o momento de renovar a máquina.
Durante a remontagem da nova engranagem, que demorou quatro temporadas para voltar a jogar fumaça na cara dos rivais, uma das peças chegadas a São Januário foi Dario.
 Juvenil do Esporte Clube Bahia-1950, Dario Damasceno dos Santos subiu rápido ao time A do tricolor da "Boa Terra” e colocou no peito faixa de campeão baiano-1952.
Baiano saudável no pé
 Quando o “Almirante” o embarcou em sua caravela, duvidaram de que ele desse conta do recado, em um futebol mais evoluído. Calou a boca dos incrédulos. Mas, a juventude e a inexperiência cobrou-lhe tributo, por derrapadas pouco depois dos primeiros jogos.
 Baiano arretado, Dario se "afincou" para reencher a bola que rolava pelo glorioso “Tricolor de Aço”. E aprovou, legal, como “médio-esquerdo”, após ter atuado como “zagueiro-direito”, o que traduzido para as formações táticas atuais equivale a zagueiro de área, pela esquerda, e lateral-direito. Tornou-se um dos “baluartes da defesa vascaína” conforme consideração da semanária carioca “Esporte Ilustrado”.
Dario, nascido no bairro de Brotas, em Salvador, no 7 de janeiro de 1932, antes de definir-se pelos gramados, era mecânico. Na fase de peladeiro, jogava na praia de Pituba. Pelo rádio, era fã de Ademir Menezes e do seu conterrâneo e meia Maneca.
Dario nem acreditou quando o Vasco ofereceu-lhe salário de Cr$  10 mil cruzeiros mensais. Escreveu ao irmão mais velho, que disse-lhe ser mais do que ganhava o governador da Bahia. Era muita grana, na época.
 Jogador disciplinado e, tecnicamente, muito regular, sendo lateral, ou na zagueiro, Dario teve Flávio Costa como primeiro treinador vascaíno.  O "sargentão" o incluía nesta patota: Barbosa (Victor González), Paulinho e Bellini (Elias); Ely (Laerte), Mirim e Dario; Sabará, Ademir, Vavá (Alvinho), Pinga (Maneca) e Parodi.  
O último Vasco de Dario, , em 1963, teve por técnico Jorge Vieira, Oto Glória e Eduardo Pelegrini, tendo ele entrado nesta turma: Ita (Marcelo Cunha), Joel Felício, Brito, Fontana (Barbosinha) e Pereira (Dario); Maranhão (Odmar) e Lorico; Joãozinho (Sabará), Célio, Saulzinho (Mário “Tilico”) e Da Silva.  Em, 1964, Dario trocou a Colina pela Rua Javari, em São Paulo, para vestir a camsia do Juventus.   I
                  IMAGENS REPRODUZIDAS DE "ESPORTE ILUSTRADO"

RECADO AO LEITOR: o "kikenauta" Raimundinho Maranhão pediu para mudar o nome desta série, pois não lhe agradou CLUBE DOS ESQUECIDOS. Segundo ele, assim fica parecendo que o torcedor vascaíno é um ingrato, não toma mais conhecimento de quem ajudou a fazer a história do clube assim que o atleta pendura as chuteiras.
 O "Kike" aceita a tese filosófica do amigo, embora pondere que seria muito difícil um torcedor nascido em 2.000, por exemplo, curtir antigos ídolos, como Ademir Menezes, Bellini, Pinga e outras feras feríssimas, mesmo sendo um pesquisador. Mas atende à sugestão do glorioso Raimundinho Maranhão, pois quem manda aqui é você, vascaíno, cruzmaltino, cruzcristense, cruzcristiano, etc.
O "Kike" ainda coloca ESQUECIDOS no "post" do Dario, para deixar você ligado na série. Depois, ficará sendo só FIGURAS DA COLINA. Combinado? Apôijz tá!     

 
 

O VENENO DO ESCORPIÃO - 43 - JORNAL DA BAHIA - A RAÇA DO TOURINHO DANADO

 A bola da vez, hoje, é a turma apontada pela Procuradoria Geral da República como “nada recomendável para casamento com a sua filha”. Nesse time jogam senadores, deputados, grandes empresários e até o presidente da República. Todos acusados de pegarem o taxi mais rápido e cruzarem o 'propinoduto' que vai dar nas tetas mais gordas da velha vaca preta.
 Alguém se lembra de Paulo César Farias, o PC, tesoureiro de campanha do presidente Fernando Collor de Mello? O bigodudo que cruzava o céu  do país a bordo de um jatinho apelidado por “Morcego Negro” teve de fugir do Brasil, acusado de ser muito íntimo da boca do cofre e de fantasmas. Garantiu o emprego de muito jornalista, proporcionando manchetes  diárias de jornais, rádios e TVs.
Reprodução do blog do meu amigo josiasdesousa.uol
 O CARECA PC Farias, que nunca se declarou comprador do disco “Revolver”, dos cabeludos The Beatles, teria sido despachado por um projétil lhe enviado por uma namorada ciumenta, Suzana Marcolino, quando já era um viúvo.
Se chegou ao Céu, deve ter ido para a galeria dos anjinhos; se foi para o inferno, dado nova moral à casa. O que o PC foi acusado de movimentar, em relação ao que é imputado à turma que a Operação lava Jato foi buscar, nem o cara que coloca o chapéu (ou o pires) na ponta de calçada aceitaria. Não daria nem para entortar, quanto mais quebrar uma agência estatal.            
Além de garantir emprego de jornalistas, PC Farias colocou na mídia nacional o juiz Paulo Castelo Branco, da 10ª Vara de Justiça Federal do Distrito Federal, que assinou a ordem de prisão preventiva contra ele, por sonegação à Receita Federal.
 Da mesma forma, tirou do anonimato o juiz baiano Fernando da Costa Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal sediado em Brasília. Foi quem teve a coragem de conceder-lhe “habeas corpus”, em 13 de setembro de 1993, pelo parecer nº 3,688, datilografado em 600 linhas de 21 laudas – ato que beneficiou, também, Jorge Bandeira de Melo, mais um amigo do Collor.
 O ARRETADO juiz baiano Tourinho Neto era mesmo um cabra da peste. Quando todos os ventos ventavam contra o governo do Fernando outrora “Caçador de Marajás”, ele concedeu o mesmo benefício à secretária Rosinete Silva de Carvalho Melanias, que só fazia o que o chefe PC Farias lhe mandava – ou fazia, ou perdia o emprego.
 O baianíssimo Tourinho Neto era um exímio praticante da língua portuguesa. Escrevia para invejar Luís de Camões, Alexandre Herculano, Eça de Queirós e muitos outros bambas no idioma. Ao “habeascorpuscar” o PC, ele citou o artigo 7, item 3, da Conferência Especializada Interamericana, condenando detenção e prisão arbitrárias, e concluiu, de própria versão, que “prisão preventiva só se houver indeclinável necessidade”.
 Tempinho depois, o PC Farias deu uma sumida dos trópicos e fez o delegado  Nascimento Paulino, da Polícia Federal, afirmar que ele voltaria logo para a  cadeia. Estava no seu rastro e iria pegá-lo pelo Cone Sul, mesmo. Pala fronteira da Argentina com o Uruguai – não pegou.
Fim de linha de PC Farias foi manchete do jornal
 Notícias Populares
 O SERVIÇO de inteligência policial brasileira deveria ser de terceira divisão, um Bonsucesso da vida, pois PC Farias passou três temporadas sem “oszome” terem pista de onde ele andava, após o Supremo Tribunal Federal condená-lo (seis meses após o “empeachment” do presidente Collor, que renunciou ao cargo, em 29.12.1992) por extorsão a empresários, corrupção, lavagem de dinheiro, superfaturamento de contratos públicos, falsidade ideológica e uso de contas fantasmas. Só foi descoberto pelo repórter de primeira divisão, Roberto Cabrini, da TV Globo. Em 1995, foi preso, na Tailândia. Extraditado, desmoralizou a turma da “terceirona”, exigindo não lhe colocarem algemas, para se entregar.
Por sorte do PC, a Justiça brasileira era “legalzinha” e, pelo final de dezembro daquele 95, ele estava livre, tendo cumprido só parte da pena. Já o destino não era tão legalzão. Em 1996, ele já era, como já lemos acima.
  À ÉPOCA DO  “habeas corpus”, Tourinho Neto contava 50 de idade, servia ao TRF, desde 1989, era um dos mais respeitados pelos colegas e considerado, pelos empregados daquela douta casa, um “baiano porreta”. Visto, também, como “show de bola” em conferências sobre o Direito Penal – tanto quanto a bola do glorioso Esporte Clube Bahia, seu time e campeão baiano daqueles tempos dos rolos do PC Farias.      
 Em 1971, quando o Bahia tinha sido, também, o dono da bola na “Boa Terra”, o futuro juiz Tourinho foi à Fonte Nova, em uma tarde de domingo, e assistiu ao macumbeiro do “Tricolor de Aço” – Lourinho – abrir uma gaiola, no meio do gamado, antes da pugna, e dela soltar uma bomba branca que saiu voando e foi cair na rede do gol que dá para o lado do Dique do Tororó. Minutos depois de o arbitro mandar a “maricota” rolar, um pênalti a favor do tricolor baiano terminou com a bola chutada pelo ponta-esquerda Arthruzinho fazendo o mesmo voo da ave e se aninhando no filó. Também, no mesmo lugar do pouso ornitológico –inapelavelmente!
DIAS DEPOIS, Tourinho foi declarado  o primeiro colocado em concurso para juiz de Direito. Repetiu a dose, em 1979, em concurso para juiz federal – de primeira divisão, é claro.  Não era nenhum Leônico (time baiano) da vida.