Vasco

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

A MUSA CRUZMALTINA DO DIA - MYLENE

Vasco e Flamengo jogavam no Maracanã, pela Copa do Brasil-2015. De acordo com www.netvasco.com.br, em texto postado às 04h31, da sexta-feira 28.08.2015, a cada reposição de bola, a gandula vascaína Mylene Vieira “arrancava suspiros nas arquibancadas e até nas redes sociais...por conta da sua beleza”.
De acordo com o texto, Mylene era gandula  há um ano e meio. Na época em que aparece nessa foto reproduzida do site citado acima, que informou ter sido clicada por Alexandre Cassiano, de www.extra.globo.com.br, ela tinha 19 de idade.
 Com 1m68cm de altura e pesando 56 quilos, Mylene fazia pare de um grupo de 70 meninas gandulas, tendo sido recrutada por Temi Buarque, servidor do Vasco da Gama, há 37 temporadas, e seu vizinho no bairro de Jacarepaguá, na zona oeste carioca. A sua “ídala” na gandulagem era a botafoguense  Fernanda Maia. Vamos ver quem é e mostra-la, amanhã, aqui no Kike. Aguarde!
  Vasco da Gama and Flamengo played in Maracanã, for the Brazil Cup-2015. According to www.netvasco.com.br, in text posted at 04h31, on Friday 28.08.2015, with each ball replacement, the Basque gandula Mylene Vieira "drew sighs in the stands and even on social networks ... by Account of its beauty ".
According to the text, Mylene was a gandula for a year and a half.
At the time it appears in this photo reproduced from the site quoted above, which reported having been clicked by Alexandre Cassiano, www.extra.globo.com.br, she is 19 years old.  Mylene was a group of 70 girls, and was recruited by Temi Buarque, a Vasco da Gama server for 37 seasons, and her neighbor in the neighborhood of Jacarepaguá, in the western part of Rio. Her "idol" in the gandulagem was the botafoguense Fernanda Maia. Let's see who it is and show it here on Kike. Wait!

TRGÉDIAS A COLINA - FURACÃO

 Valeu pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro e foi a primeira vez em que o "Almirante" naufragou diante do "Furacão", em Brasileirões, jogando no Rio de Janeiro. E a segunda vez em que jogou nas segundas-feiras, tendo a primeira sido contra o América-RJ. Mesmo com a queda na noite desta segunda-feira,  a "Turma da Colina" manteve a oitava colocação, sonhando entrar no grupo dos que brigam por vaga na Taça Libertadores-2017.
O Vasco, com 23 pontos em 17 jogos, tentará a  reabilitação diante do Cruzeiro, amanhã, no mesmo Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, a partir das 20 horas.
O gol do jogo saiu  aos 15 minutos do segundo tempo, quando Rossetto fez um cruzamento e a bola sobrou para Ribamar, após bater nas pernas de um zagueiro vascaíno, dentro da pequena área. O autor do gol pegou a bola livre, de frente para a rede. No final da partida, o Vasco chutou duas bolas na trave, uma por Henrique a outra por  Paulo Vítor.
Paulo Vitor, fotografado por Paulo Fernandes, de www.crvascodagama.com.br
acertou o travessão na última bola do jogo
Vasco x Atlético-PR passam a totalizar 44 refregas, com 20 vitórias da "Turma da Colina", 12 empates e 12 escorregadas. Pelo Brasileirão, em 34 confrontos, a rapaziada venceu 16, empatou 9 e caiu em 10.
O Vasco da Gama já encarou o 'Furacão', também, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa (embrião do Brasileiro), com uma vitória para cada lado; pela Copa do Brasil, registrando-se uma vitória para cada um e dois empates; em dois amistosos, com dois triunfos da moçada, e pelo Torneio do Trabalhador-1981, em jogo empatado. Como se lê, as estatísticas deixam a rapaziada com melhor retrospecto.
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 31.07.2017  (segunda-feira à noite).  VASCO 0 X 1 ATLÉTICO-PR. 16ª Rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ;  Juiz: Claudio Francisco de Lima e Silva-SE. Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Fabio Pereira (TO). Cartões amarelos: Bruno Paulista, Guilherme Costa e Jean (Vasco); Rossetto e Pablo (Atlético/PR). Gol: Ribamar, aos 15 min do 2º tempo. Público: 6.121 pagantes. Renda: R$ 217.000,00. VASCO: Martín Silva, Gilberto, Jomar, Rafael Marques e Ramon (Henrique); Jean, Bruno Paulista, Mateus Vital e Guilherme Costa (Thalles); Paulinho (Manga) e Paulo Vitor. Treinador: Milton Mendes. ATLÉTICO/PR: Weverton, Cascardo, Paulo André, Wanderson e Sidcley; Pavez, Rossetto, Lucho González (Lucas Fernandes), Nikão (Éderson) e Pablo; Ribamar (Felipe Gedoz). Treinador: Fabiano Soares.

OS XERIFES DA COLINA - MOISÉS-6

Quando defendia o Bonsucesso, iniciando a carreira, ele batia até na sombra. Ganhou os apelidos  de “Xerife” e de "Moisés Paulada" e era o "profeta do apocalipse. Recomendava descer o sarrafo nos inícios das partidas, garantindo que nenhum juiz expulsava ninguém de campo nos primeiros cinco minutos.
A camisa do Vasco levou Moisés à Seleção Brasileira.
Reprodução de www.netvasco 
No entanto, a sua proposta mais indecorosa foi avisar aos zaguerios que eles jamais deveriam pensar em ganhar o Trofeu Belfort Duarte, uma extinta premiação aos ateltas brasileiros que ficassem 10 temporadas sem expulsões de campo.
Mesmo com tanto veneno na língua (e nas chuteiras), Moisés foi excluído de poucas pelejas. Jogou pelos quatro “grandes” do Rio de Janeiro, teve uma passagem pelo Paris Saint-Germain e foi campeão paulista, pelo Corinthians-1977.
 Moisés Matias Andrade, nascido em Resende-RJ, viveu entre 30 de novembro de 1948  e 26 de agosto de 2008. Ao Vasco da Gama, chegou em 1971 e saiu em 1976, tendo feito parte da equipe que levou para São Januário o primeiro título de campeão brasileiro (primeiro, também, de um time carioca), comandado por Mário Travaglini – Andrada; Fidélis (Paulo César), Miguel, Moisés (Joel Santana/Marcelo) e Alfinete; Alcir, Zanatta e Ademir (Peres/Fred/Amarildo); Jorginho Carvoeiro (Jaílson/Cláudio), Roberto Dinamite e Luiz Caralos Lemos.     
 Moisés, mesmo deixando implícito que atacante pretendente a entrar na área do Vasco da Gama fizesse, antes, o seu testamento, chegou à Seleção Brasileira. Convocado pelo treinador Mário Jorge Lobo Zagalo, disputou um amistoso, em 21 de junho de 1973, asssitido por 80 mil almas, em Moscou, vencendo a então União Soviética, por 1 x 0 – Wendel; Zé Maria, Luís Pereira, Moisés e Marco Antônio; Clodoaldo e Rivellino;   Valdomiro, Jairzinho (autor do gol), Leivinha e Paulo César “Caju” foi a o time.
Moisés também fez parte dos jogadores que vestiram as camisas do Vasco e do Flamengo, os maiores rivais do futebol carioca. Pelos rubro-negros, passou antes (1968) e depois de ter sido um cruzmaltino (1978). 

 

domingo, 30 de julho de 2017

OS XERIFES DA COLINA- RENÊ-5

  Fora de campo, um sujeito conversador e muito educado. Dentro, durão, não dava boa vida a atacante. Foi por aquilo que o Vasco pediu o seu empréstimo ao Bonsucesso, em 1969, quando contava 21 anos de idade.
 Renê, isto é, Carlos da Silva, não teve dificuldades para se inscrever no “xerifado” vascaíno, pois o esquema de jogo do técnico Duque era semelhante ao que ele estava acostumado no “Bonsuça”, rodízio nos lances. As vezes, começava a partida jogando na sobra e terminava saindo para o primeiro combate. Preferia a primeira opção.
Nesta reprodução de www.apaixonadosporfutebol, Renê é o  terceiro jogador
em pé, da esquerda para a direita, no Vasco campeão-RJ-1970.
 Surgido nos infantos-juvenis do Bonsucesso, Renê tornou-se nome de destaque na zaga rubro-anil durante uma excursão à Europa, em 1968.
 O técnico Velha deu-lhe a chance e ele a segurou. Nascido em 14 de outubro de 1948, ganhou o apelido de Renê quando chegou ao estádio das Avenida Teixeira de Castro para mostrar o seu veneno.
Por usar um boné caído sobre os olhos e roupas moderninhas, a turma achou que ele fosse francês. Mas mostrou futebol bem brasileiro e, depois do treino, foi chamado para fazer a sua ficha de inscrição. 
 Quando chegou ao Vasco, em 1969, Renê encontrou o veterano Orlando Peçanha, campeão mundial na Copa de 1958, na Suécia, de volta a São Januário, para encerrar a carreira.
Os reservas Moacir e Fernando, também. paqueravam uma vaga. No ano seguinte, ele tornou-se titular, ao lado de Moacir, formando o miolo da zaga campeã carioca daquela temporada que encerrou um jejum de 12 anos sem o título de campeão carioca indo para a Colina – Andrada: Fidélis, Moacir, Renê e Eberval; Alcir e Buglê; Luis Carlos Lemos, Valfrido, Silva e Gílson Nunes foi o time-base da conquista comandadas pelo treinador Elba de Pádua Lima, o Tim. Renê atuou em 15 dos 18 jogos, com 13 vitórias, três empates e duas escorregadas.
  Renê seguiu titular pelas duas temporada seguintes, fazendo dupla de zaga com Miguel. Em 1973, perdeu a vaga para Moisés. Em 1974, já não aparecia mais nas escalações vascaínas.     

 

   

 

TRAGÉDIAS DA COLINA - MADURAZO

“Acredite se quiser: Madureira 3 x Vasco 1”. Foi a manchete das páginas 16/17 do Nº 142 da semanária carioca “Manchete Esportiva”, que circulou com data de 9 de agosto de 1958.

Disse a legenda desta foto de Manchete Esportiva: "A defesa
do Madureira virou bicho, quando tratou de deter os avantes
vascaínos", como Wilson Moreira
O jogo, seis dais antes,  valeu pela terceira rodada  do primeiro turno, foi disputadas no estádio do Olaria, na Rua Bariri, e os vascaínos tiveram os zagueiros Dario e Orlando expulsos de campo, no primeiro tempo, fato que deixou o time desorientado e ajudou ao “Madura” marcar dois tentos na etapa inicial.
O gol cruzmaltino saiu na etapa final, marcado por Sabará, e o time jogou com: Barbosa; Dario, Viana e Ortunho; Orlando e Écio; Sabará, Livinmho, Wilsn Morfeira, Rubens e Pinga, treinados por Gradim.    
O prélio esteve muito catimbado, ao ponto de o árbitro Amílcar Ferreira chegar a interrompê-lo, por cerca de 25 minutos. Com o placar, o Vasco, que vinha de 3 x 1 Bangu e 4 x 2 Bonsucesso, saiu da rodada igualado a Botatofgo, Flamengo e Fluminense, com dois pontos perdidos. São Cristóvão e Portuguesa-RJ lideravam. Dá pra acreditar?   

88 - DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ÂNGELA DINIZ, A PANTERA DE MINAS

Ao hospedar-se, em São Paulo, na casa do casal Adelita Scarpa-Raul Fernando do Amaral Street, o Doca, a socialite mineira Ângela Diniz não imaginava que rolo iria arrumar. Encantou o anfitrião, de 45 de idade, e este terminou abandonando a sua rica mulher, filha do empresário Nicolau Scarpa, para ficar com ela.    
 Tida como uma mulher liberada demais e que colecionava parceiros, Ângela era comentada por já ter dividido a casa com os empresários Tuca Mendes, Fernando Moreira Salles, Eduardo Viana, Baldomero Barbará, o engenheiro Milton Villasboas, além de casos com o colunista social Ibrahim Sued, que a apelidou por “Pantera de Minas” e a jornalista televisiva Márcia Mendes.
 PARA O ADVOGADO Evandro Lins e Silva, a moça era dada à devassidão e amores anormais. Chamou-a de “Vênus lasciva...a mulher de escarlate de que fala o Apocalipse” (prostituta de luxo da Babilônia, que pisava corações e, com as suas garras de pantera, arranhava o coração dos homens que passavam pela sua vidas).
Vênus, na mitologia grega, fora para as nuvens com todos os deuses, mas sem recriminações. Ângela jamais tivera a acusação de “devassa” comprovada.  
 FOI PELA VERTENTE citada pelo jurista que Ângela Diniz foi parar na história da crônica policial brasileira, assassinada por Doca Street, na tarde de 30 de dezembro de 1976, usando uma pistola Beretta 7.65, quando passavam o verão na Praia dos Ossos, em Cabo Frio.
Ao se desentenderem, ela o expulsou de casa, ele entrou em seu Maverick (carro da moda), saiu e voltou para mata-la.
O CASO TERMINOU com Doca Street levado a julgamento, em 1980, em Cabo Frio, por um júri formado por cinco homens e duas mulheres, com idade média de 55.
Foi um duelo entre o promotor Sebastião Fador Sampaio (acusou o réu de ser gigolô e integrante de quadrilha internacional de tráfico de drogas, sem apresentar provas) e o advogado de defesa, Evandro Lins e Silva (pintando a imagem de prostituta suicida para a vítima). Foi, também, um espetáculo televisivo que mobilizou 102 jornalistas e 61 técnicos de rádio e TV.
DURANTE 21 horas de júri, houve vaias e risos, com o juiz Francisco Motta Macedo só pedindo silêncio à assistência em uma ocasião. De acordo com a defesa de Doca,  na manhã do doo crime, Ângela Diniz teria tentado seduzir a alemã Gabrielle Dayer, que fazia “satreep-tease” em São Paulo e era suspeita de comprar drogas na Bolívia para clientes em Búzios, onde vendia jogos de gamão na praia.
 Ângela teria exigido de Doca, também, aceitar novas parcerias na cama. De sua parte, o assistente de acusação, Evaristo de Morais Filho, lembrou ao júri que o réu já havia dito à revista “Manchete” ter participado de uma noite a três, com uma outra mulher no programa.
ÀS 10 DA MANHÃ do dia seguinte ao início do júri, Doca foi condenado, por 5 x 2, a dois anos de prisão, por homicídio doloso – por imprudência, imperícia ou negligência, sem a intenção de matar – com direito a “sursis”, o que tornou a pena, meramente, simbólica. Em sua defesa,  Evandro Lins e Silva usou uma tese usada pelo criminalista mineiro Pedro Aleixo, em 1964, de “legítima defesa da honra”, convencendo quase todos os jurados de que Doca se excedera ao reagir a agressão moral de ter que aceitar Gabrielle Dayer na mesma cama de Ângela.
 DO LADO DED FORA do fórum, populares faziam manifestações de apoio a Doca, muitos levando cartazes, apoiando condenou à vitima e absolvição do matador que desferira quatro tiros contra o rosto da “Pantera”. Mas o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro anulou o julgamento e Doca foi a um segundo julgamento, em 1981, sem a participação de Evandro Lins e Silva. Condenado a 15 anos de prisão, cumpriu três em regime fechado, dois no semiaberto e o restante  na condicional.             

 

sábado, 29 de julho de 2017

A MUSA CRUZMALTINA DO DIA - JAMILA

A modelo e agora lutadora Jamila Sandoro é campeã de aparecimentos aqui no Kike. Também, pudera! Além de deslumbrante, é uma mulher moderníssima e inteligente, que não tem limites para vencer no que encara. Nesta foto, reproduzida de www.vascasinosnaweb, ela participava da promoção Musa do Verão-2013. E que estampa cruzmaltina mandou ver, hem! O glorioso Club de Regatas Vasco da Gama tem as torcedoras mais lindas do planeta. Podes crer! - como dizia uma gíria da década-1980. 
 
The model and now fighter Jamila Sandoro is the appearance champion here at "Kike". Also, he could! In addition to being gorgeous, she is a very modern and intelligent woman, who has no limits to overcome in what she faces. In this photo, reproduced from www.vascainosnaweb, she participated in the Musa promotion of Summer-2013. And that cruzmaltina print sent to see, hey! The glorious Club de Regatas Vasco da Gama has the most beautiful fans on the planet. You can believe it! - as one slang of the 1980s used to say.

34 - O VENENO DO ESCORPIÃO - GUSTAVO CAPANEMA, MINEIRO QUE NÃO SALVOU JK

Pintura de Capanema reproduzida de
www.cultura.gov.br
 
 O deputado federal Gustavo Capanema Filho fora o principal redator, em 1948, do programa do PSD-Partido Social Democrático. Em 1962, convocaram-lhe para elaborar a Declaração de Brasília, durante a 9º convenção nacional da legenda.
 Na época, a sigla era considerado de centro e ele identificou 10 problemas a serem atacados, iminentemente, entre eles inflação, reforma agrária, relações exteriores, progresso municipal, engajamento no sistema parlamentarista e  educação.
Sobre o último caso, Capanema considerava o analfabetismo um probema permanente do Brasil, “há dois séculos”, afirmava não ver perspectivas de resolução e previa a sua continuação por mais dois séculos, ou pelo resto da existência do país. 
  Capanema dizia produzir texto humanista e desenvolvimentista, mas o ex-presidente Juscelino Kubitscheck,  principal líder popular pedessista, não gostava do que lhe informavam. Se ele desejava voltar ao cargo, a postura de aderir ao governo de gabinete de nada adiantava aos seus insistentes apelos de mobilização partidária pelo retorno do presidencialismo. Logo, ele poderia sonhar com novo mandato, mas desde que não fosse com o apoio do PSD, devido à guinada parlamentarista.
 NO MEIO DAQUELE tiroteio político, o deputado Neiva Moreira, que presidira a comissão parlamentar de transferência do Congresso Nacional para Brasília, via a obra política do JK ameaçada. De sua parte, o presidente do PSD, Amaral Peixoto, o ironizava, chamando-o de “Raul Pilla do Presidencialismo” –  Pilla era um político gaúcho fanático defensor do parlamentarismo e autor da emenda constitucional que permitira a João Goulart assumir a Presidência da República.
 Com certeza, o deputado Neiva Moreira não tinha bola de cristal e nem os militares já pensavam na Revolução de 31 de Março de 1964. Mas aconteceu, tempinho depois, e  um golpe de estado encerrou a carreira política do homem que construira Brasília.
Juscelino Kubitscheck
De acordo com Luís Viana Filho, chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Capanema dissuadira o presidente Castello Branco da aprovação de propostas governamentais à Câmara dos Deputados, onde PSD e PTB, detentores da maioria, queriam salvar JK, que tivera os seus direitos políticos suspensos pelo Ato Institucional N º 1 (AI-1), em 9 de abril de 1964.
COM AQUILO,  em 27 de outubro de 1965, medidas foram tomadas à revelia do Congresso Nacional, por meio do AI-2, assinado por Castello, extinguindo os partidos políticos de então e fazendo nascer ARENA-Aliança Renovadora Nacional, de situação, e MDB-Movimento Democrático Brasileiro, de oposição.  Sem PSD e PTB, o JK já era.
 Gustavo Capanema, nascido em Pitangui-MG (10.08.1900 a 10.03.1985), iniciara a vida política como vereador de sua cidade, em 1927. Três anos depois,  já estava conspirando contra o presidente Arthur Bernardes.
 Em 1931, encarou Getúlio Vargas e pegou em armas contra a tentativa de deposição do governador mineiro Olegário Maciel. Terminou negociando um acordo que deixou os dois juntos e que ele fez valer, como representante de Maciel, durante a Revolução Constitucionalista-1932, quando São Paulo propusera união a Minas, para derrubar Getúlio.
Em 1933, sem mais Olegário Maciel vivo, Capanema foi nomeado interventor federal em Minas Gerais. Mas, como Virgilio de Melo Franco também quria o cargo, Getúlio o entregou a Benedito Valadares e fez de Gustavo o seu ministro da Educação, até 1945, quando foi deposto pelas Forças Armadas.
 Fora do governo, Capanema elegeu-se depuado constituinte (1946 a 1951), tendo participado da comissão elaboradora das leis complementares à nova Constituição e votado a favor da casssação dos manatos do Partido Comunista do Brasil, (depois Brasileiro), que perdera registro, em 1947.
Cartaz com Getúlio Vargas
reproduzido de www.maishumanas
REELEITO DEPTUADO FEDERAL, em 1950, com Getúlio Vargas de volta ao poder – pela coligação Partido Trabalhista Brasileiro-PTB e Partido Social Progressistas-PSPS –, Capenema, tornou-se líder de sua maioria na Câmara, pois o homem o via com um bom de jogo de cintura e lábia para tratar com as estrelas da UDN-União Democrática Nacional.
 Na função lhe entregue por Getúlio, Gustavo Capanema teve atuação destacada em várias missões. Também, no afastamento dos ministro do Trabalho, João Goulart, criticado pelos mlitares, por aumentar, em 100%, o salário minimo – os quartéis já andavam insatisfeitos, por se verem esqeucidos pelo Governo.
 Veio a crise político-militar que culminou com o suicídio do presidente Vargas e, passados os agitos, Capanema voltou a reeleger-se deputado federal, pelo PSD, em 1954, para atuar na legislatura parlamentar coincidente com a presidência do JK e a vice do JG que ele ajudara a derrubar do ministério. 
Em 1966,  ele ingressou na ARENA e esteve cogitado, pelo general Artur da Costa e Silva, para seu o vice na sucessão presidencial. Mas foi preterido por Pedro Aleixo, um outro mineiro, proposto pelo presidente Castello Branco – castigo por ter contribuído para o AI-1 sumir com JK, um orgulho de Minas.




 





OS XERIFES DA COLINA - BELLINI-4

 
 
 O capitão Bellini já foi embora, mas deixou muitas histórias para o torcedor vascaíno jamais esquecê-lo. A primeira delas está entre a lenda e o real.
Conta-se que ele e diretores da São-Joanense, de São João da Boa Vista-SP, aproximavam-se do estádio do Palmeiras, onde negociaram o seu passe, por Cr$ 400 mil cruzeiros. Quase na porta, ouviram o  radialista Antônio Cordeiro anunciar, pelo programa “No Mundo da Bola”, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que o Vasco da Gama iria oferecer Cr$ 500 mil pelo atleta. Imediatamente, voltaram e, no dia seguinte, foram para São Januário.
O futebol de Bellini chegara ao conhecimento dos cruzmaltinos por conta de duas notícias publicadas por jornais paulistas e lidas pelo vice-presidente de futebol da Colina, Eurico Lisboa. Este o contratou, pagando-lhe Cr$ 10 mil mensais, que seriam aumentados para Cr$ 12 mil, caso ganhasse a vaga de titular – na São-Joanense, faturava Cr$ 2 mil mensais.
 
ÍDOLOS -Assim que começou a viver o Vasco, Bellini deslumbrava-se ao cruzar com Barbosa, Augusto, Ely, Danilo, Ademir e Chico, os mais famosos atletas do clube. Era 1951 e, de início, ele treinava pela lateral-direita. Até 1952, só conseguira jogar duas oportunidades, o que valeu-lhe a inscrição na galeria dos campeões cariocas da temporadas. Mas o treinador Gentil Cardoso não gostava do seu futebol.
A sorte dele foi o homem sair, após o titulo estadual, e o substituto Flávio Costa mudar o seu futuro. Lançou-o como “beque central”, como eram chamados os camisas 3 da época, com a ordem de não tocar a bola. Só chegar, decidir e espanar. Realmente, classe Bellini não tinha. Nenhuma! Mas raça e liderança lhe sobravam. Tanto que os companheiros do Vasco da Gama o apelido por "Boi". Trabalhava tão duro nas partidas, sem se queixar de nada, que mais parecia o animal ferroado nos antigos engenhos de açúcar.

 ESTOURÃO - O jeito desajeitado, bastante "desclassificado" pelos torcedores rivais, devido aos muitos estouros de bola, era a sua "marca registrada". Inclusive, fez um presidente vascaíno  dizer ao treinador Flávio Costa que não iria ao estádio, caso ele escalasse "aquele zagueiro durão que só faz despachar a bola pra frente". Ao que Flávio respondeu-lhe: "Então, prepara-se para ficar sem muito tempo sem ir ao Maracanã". 
A "Revista do Esporte" que circulou com data de 30 de julho de 1960, com o Nº 73, considerou  Bellini "o mais famoso capitão que já passou pela Seleção Brasileira". Verdade! Os seus sucessores campeões do mundo – Mauro Ramos de Oliveira, Carlos Alberto Torres, Carlos Caetano Bledorn Verri (Dunga) e Marcos Evangelista de Morais (Cafu) – não atingiram a sua mística.    

SORTE - Bellini caiu como uma luva na mão de Flávio Costa. Tornou-se o dono da sua posição e não demorou a ser  convocado – pelo treinador Jorge Vieira – para a Seleção Carioca que enfrentaria os paulistas.  Em 1957, Flávio Costa reapareceu em sua vida e o convocou para a Seleção Brasileira, como reserva de Edson (do América-RJ), para as Eliminatórias da Copa do Mundo-1958. Mas sentou-se no banco dos reservas só por dois jogos. Ganhou mais uma parada e foi campeão mundial na Suécia, como capitão do escrete nacional.

Além de ter barrado Édson, antes disso, durante 1955, Bellini já havia feito o treinador vascaíno Martim Francisco tirar a braçadeira de capitão do veterano Augusto da Costa e a entrega-la.
Mais: às vésperas do Mundial-1958, o treinador Vicente Feola ainda não tinha um capitão. Então, Nílton Santos o indicou. Bellini peitava adversários e discutia com os árbitros, sempre que visse seu time prejudicado.

BATISMO - Uma das histórias mais marcantes sobre Bellini rolou fora de campo. Envolveu o esquentado garoto Almir, que o Vasco fora buscar, no Sport Recife, ainda juvenil. Se ele não o segurasse, o garoto (fã do conterrâneo Ademir Menezes, pelo rádio), seria expulso em todos os  jogos. 
Bellini havia alugado um apartamento, em Copacabana, e os companheiros  Miguel, Écio e Delém costumavam a pintar no pedaço. De repente, Almir foi mais um. Capitão também no “ap”, ele não permitia algazarras à noite, ninguém em pé, após as 22 horas, pois teriam que treinar a partir das oito da matina, no dia seguinte.
 Entre os amigos dos jogadores vascaínos estava um frei torcedor, que vivia batendo papo com a rapaziada. Um dia, ele descobriu que Almir era pagão e chamou Bellini para armar o batismo, o que se deu na igreja de São Paulo Apóstolo, em Copacabana.
Tempos depois, Almir já era atleta do Corinthians. O time do Vasco estava concentrado, em São Paulo, para um jogo pelo Torneio Rio-São Paulo, quando o telefone do hotel tocou. Era Almir pedindo-lhe para arrumar um terno, correr para a igreja e ser o seu padrinho de casamento. 

FAMILIA - Casado, com Giselda, e pai de Carla e de Hideraldo Júnior, depois de pendurar as chuteiras, Bellini dizia que o Vasco fora tudo para ele. Sempre sonhava com Antônio Calçada (futuro presidente) chamando-o para jogar.
 Com relação à estátua à frente do Maracanã – inaugurada em 13 de novembro de 1960 –, muito dizem não ser a figura de Bellini, mas ele tinha uma versão diferente, conforme contou ao Nº 13, da Revista do Vasco, de outubro de 1986. 
Seguinte: o então presidente da CBD, João Havelange, o levou ao Catete, para ver duas estátuas – uma com a taça à altura do peito e a outra a erguendo como ele fizera, na Suécia.
 O JH perguntou-lhe qual delas preferia e a respostas foi a de que gostara mais da erguendo o troféu. "O artista (Matheus Fernandes, professor de escultura do Museu Nacional de Belas-Artes),  também gostava mais daquela e trabalhava com uma fotografia minha à suas frente", contou à mesma publicação citada acima.

COMEÇO DE HISTÓRIA - No dia 7 de junho de 1930, o time do Vasco estava concentrado para enfrentar o Botafogo, 9º rodada do 1º turno do Campeonato Carioca. Em Itapira-SP, o casal Hermínio Bellini e Carolina Levatti recebia a visita da “cegonha”, trazendo o garotão Hideraldo Luís Bellini. Um ano depois, o Vasco vencia o Bangu, por 1 x 0, pela temporada oficial carioca. Na casa dos  Bellini, apagava-se a primeira velinha de um dos nove filhos dos moradores.
 O garoto cresceu e, aos 13 anos, assim como muitos outros de sua idade, deslumbrava-se com os espelhos, máquinas, pentes, aventais brancos e demais implementos da barbearia de seu Pedro Manfredini. Era 1943 e o Vasco rumava para formar o quase imbatível “Expresso da Vitória”, a equipe montada pelo treinador uruguaio Ondino Viera, que fora um dos mais fortes do planeta, entre 1944 e 1952.
 
CABELEREIRO - Antes de bater a sua bolinha no time da Sociedade Esportiva Sanjoanense (escudo ao lado, à esquerda) o adolescente Hideraldo circulava pelas cadeiras giratórias do salão de Seu Manfredini, olhando para os vidros coloridos que ocupavam uma parede. Que inveja seus os amigos tinham dele! Principalmente, das gorjetas.
O tempo passou e o garoto Hideraldo trocou as tesouras pela bola. E de nome. Passou a ser Bellini. Veio, então, um dia muito importante em sua vida. Ele estava nervoso, as pernas tremiam, mesmo conhecia os segredos do seu ofício, pois treinava, há quatro meses, para dar conta do recado. Sabia do perigo que a sua carreira sofreria, se fracassasse.
  Bellini encarou firme e partiu, decisivo, para encarar a fera que o esperava. Concentrou-se no que iria fazer, e, nervoso, suava muito.
Depois de 60 minutos de atuação, abriu um sorriso. Aquela batalha estava ganha. Levou tapinhas nas costas e agrado no bolso. Não dormiu, de tanta felicidade.
 O que você acabou de ler não rolou no gramado de Rasunda, na Suécia, onde Bellini ergueu a Taça Jules Rimet, como campeão do mundo. Mas quando ele cortou o cabelo do seu primeiro cliente.

FAIXA NO PEITO - Em 1952, o  Vasco da Gama estava tirando dos trilhos a sua locomotiva frenética, o "Expresso da Vitória".
Ainda deu, no entanto, para ser campeão carioca, com um time envelhecido, basicamente, formando com: Barbosa, Augusto e Haroldo: Ely, Danilo e Jorge; Sabará, Alfredo, Ademir Menezes, Ipojucan e Chico.
O ainda reserva Bellini entrou em três partidas – 17.08 – Vasco 5 x 2 Madureira: 23.08 – Vasco 2 x 1 Canto do Rio; 31.08 – Vasco 5 x 2 Bonsucesso. 
A partir de 1953, ninguém tascava mais na posição de Bellini. Ele era, ainda, o líder da rapaziada, cargo que só passou adiante em 1962, quando foi para o São Paulo, após 430 usos das jaqueta cruzmaltina.
Foram 10 anos de Bellini na  Colina, onde ele colecionou os títulos de campeão dos torneios Quadrangular do Rio de Janeiro; Octogonal do Chile e Rivadávia Corrêa Meyer, em 1953; dos Campeonatos  Carioca de 1952/1956/1958; do Torneio Rio-São Paulo de 1958; dos Torneios de Paris e de Santiago do Chile, e do Troféu Teresa Herrera, em 1957.
   Pelos esquemas táticos de sua época vascaína, Bellini era obrigado a ser uma espécie de “cão pastor alemão”. Não podia atacar e nem cair para as laterais. Tinha que marcar o centroavante, geralmente, um sujeito alto e forte.
 Decidido, Bellini não tinha a vergonha de bater de bico na bola. Atuava com tanta disposição que chegou a ter o osso malar afundado e um menisco rompido.  
 
ANTIGAMENTE, zagueiro  ficava lá atrás e só tomava conta de sua área. Dificilmente, fazia gol. Bellini, porém, teve dia de comparecer ao barbante. No 1º de novembro de 1961,  uma quarta-feira, saiu do
"time do gol zero”.
A "Turma da Colina" jogava, amistosamente, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra o Nacional, e perdia, por 0 x 2. De repente, a bola sobrou para Bellini, que se mandou ao ataque, como não era comum.
Próximo da área uruguaia, mandou uma pancada e diminuindo o marcador. Entusiasmado com o lance inusitado, a sua turma foi à  frente e o meia Viladônega empatou: 2 x 2.

Além de Vasco e São Paulo (foto), Bellini defendeu, ainda, o Atlético-PR. Mas foi quando ainda era um cruzmaltino que fez as suas três maiores partidas, como contou à “Revista do Esporte”: Brasil 1 x 0 Peru, que valeu a classificação à Copa do Mundo-1958; Brasil 2 x 0 União Soviética e Brasil 5 x 2 França, estas duas da disputa na Suécia.       
  Na entrevista, Bellini lembrou da fama que cercava a seleção soviética (Moscou controlava uma união várias repúblicas), apontada como provável ganhadora da Taça Jules Rimet, criando um clima de muita expectativa pela partida e até influenciando jogadores mais experientes. "Atuar ao lado de Orlando (Peçanha de Carvalho, companheiro na zaga do Vasco), muito facilitou o meu trabalho, mas nessa partida estive bem, quer nas marcações, coberturas e antecipações”, considerou.
Sobre seu terceiro grande jogo, o eterno capitão da “Turma da Colina” relatou à mesma publicação: "A defesa da Seleção Brasileira passou por severo teste e foi aprovada. A França apresentou, naquela ano, uma linha de ataque, realmente, endiabrada. Conseguimos (mesmo tendo sofrido dois tentos), praticamente, anular todo o perigo que eles representaram para o nosso arco. Fui feliz, pois Fontaine (Just, o artilheiro do Mundial-58, com 13 gols, ainda não superados e que atuou bem naquele dia) não pode realizar tudo aquilo que vinha fazendo e, em grande  parte, por minha causa”. Grande Bellini!   

sexta-feira, 28 de julho de 2017

OS XERIFES DA COLINA - ORLANDO-3

 Cria do Fonseca, de Niterói, o craque Orlando Peçanha de Carvalho (era quarto zagueiro), formou dupla terrível com Hideraldo Luís Bellini, que emplacou na Seleção Brasileira campeã mundial-1958, na Suécia. Foi levado para a Colina, em 1953, pelo atacante Edmur, que já era cruzmaltino. 
Reprodução da Revista do Esporte
Nesse ponto, há uma história que parece lenda. Edmur nada teria falado ao treinador Carlos Volante e este não teria deixado Orlando treinar, por ver o seu físico aquém do que ele exigia para um zagueiro. Teria sido preciso um amigo comum de ambos pedir ao homem para dar-lhe uma chance. E, mesmo magrinho, o garoto mostrou que tinha muito veneno e foi convidado a voltar para o treino do sai seguinte. Foi campeão carioca juvenil, em 1954, e logo subiu ao time A. 
Com a altura de 1m79cm, boa altura para um zagueiro de sua época, Orlando calçava chuteiras 41 e, por jogar anto, foi levado pelo argentino Boca Juniors, em fevereiro de 1961,  por antigos Cr$ 16 milhões de cruzeiros, valor que se fosse  hoje seria uma ninharia. Tanto que, ao voltar ao  futebol brasileiro, em 1965, o Santos pagou Cr$ 99 milhões de cruzeiros (US$ 55 mil dólares) para repatriá-lo.
 PAI DE SANDRA, de Suzi e de Soraia, o craque vascaíno foi chamado, na Argentina, de “Senhor Futebol”. Mostrava que sabia tudo de bola e jogava onde fosse preciso, na defensiva. Convocado (juntamente com Bellini) para o escrete nacional, pela primeira vez, em 1956, pelo treinador Flávio Costa, Orlando dizia que ser inútil tentar fazer alguém sem pendor para empolgar a torcida, porque não via bancos escolares capazes de ensinar a matéria.
Mesmo contra “escolarizar” o futebol, Orlando era um “professor” para os novatos, aos quais recomendava evitar deixar a defesa desguarnecida, com subidas constantes ao ataque. Em agosto de 1959, sentindo não estar bem, mesmo recuperado de lesão durante o Torneio Rio-São Paulo, ele procurou o treinador Filpo Nuñez e pediu-lhe para encaminhá-lo ao time dos aspirantes (categoria extinta). Achava que seria a melhor maneira de recuperar o seu futebol e a forma física.
NASCIDO, em Niterói, em 20 de setembro de 1935, Orlando viveu até 10 de fevereiro de 2.100 e conquistou títulos importantes com a camisa cruzmaltina, como os Campeonatos Cariocas-1956 e 1958, o Torneio Rio-São Paulo-1958 (o Brasileirão da época)  e os torneios internacional de Paris e do Chile, ambos em 1957. Pela Seleção Brasileira, fez 34 jogos e ficou campeão, além do Mundial-1958, das Taças O´Higgins-1959 e do Atlântico-1960. 

A VOLTA  – Foram oito temporadas longe de São Januário. Em março de 1969, Orlando voltou à Colina para encerrar a sua carreira, iniciada por ali mesmo. Reestreou em 17 de maio, quando rolava o segundo turno do Campeonato Carioca, diante de, 28.086 pagantes que foram ao Maracanã assistir a queda do Vasco, diante do Bangu, por 2 x 1, com o seu tento marcado pelo zagueiro Brito, cobrando pênalti marcado pelo árbitro Arnaldo César Coelho. Evaristo de Macedo era o treinador e a escalação do time teve: Andrada; Fidélis, Brito, Orlando e Eberval; Alcir e Buglê; Nado, Adilson, Bianchini e Raimundinho.
 Orlando fora vascaíno antes, entre 1953 e 1961, tendo saído para defender o argentino Boca Juniors, até 1965. Campeão nacional em 1962 e em 1964, foi chamado pela imprensa portenha de “Senhor Futebol”, pela dinâmica que exibia, jogando em várias posições. Em 1965, o Santo o repatriou e ele o ajudou, no mesmo ano, a ganhar o título estadual paulista e a Taça Brasil, estas valendo vaga na Taça Libertadores. Em 1967, voltou a ser campeão paulista, tendo, na temporada anterior, representado o “Peixe” na Seleção Brasileira que fora à Copa do Mundo na Inglaterra.
 Orlando não saiu bem do Santos. Acusou o treinador Antoninho Fernandes e Zito, seu companheiro de Seleção Brasileira-1958, de terem lhe afastado do time sem explicações, quando, garantia, estava muito bem físicas e tecnicamente, embora já tivesse 33 anos de idade. 
O primeiro treino de Orlando em sua volta ao Vasco foi no estádio do Manufatura, um clube do Departamento Autônomo da Federação Carioca de Futebol. Lotou as arquibancadas da casa e entusiasmou o técnico Pinga (José Robles), ídolo da torcida vascaína na década-1950, mesma fase em que ele foi campeão dos torneios internacional Rivadávia Correa Meier-1953, no Brasil; de Paris e do Chile, ambos em 1957, e dos Estaduais-RJ de 1956 e 1958.
 O grande momento de Orlando, naquela sua primeira fase vascaína, foi reviver, com Bellini, a dupla de zaga do “Almirante” na Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo-1958, na Suécia. Foi apontado pela imprensa internacional, como o jogador mais eficiente, encarando a violência dos europeus, o que valeu-lhe o apelido de “Sarrafo Humano”, devido a disposição com que ia em cada jogada, principalmente nas bolas divididas. Ele totalizou 34 partidas canarinhas, com 25 vitórias, sete empates e só uma derrota, esta durante o Mundial-1966.

CONTRA – Orlando jogou contra o Vasco em três oportunidades. A primeira, em 14 de janeiro de 1961, quando o Boca Juniors venceu os vascaínos, por um torneio amistoso de verão, mandando 2 x 0, em La Bombonera, o seu estádio, em Buenos Aires. Ele entrou em um time contando com três brasileiros – Almir Pernambuquinho, também ex-vascaíno, Paulo Valentim, ex-botafoguense e Dino Sani, ex-são-paulino –, treinados pelo também brasileiro Vicente Feola. Era uma equipe muito forte, a começar pelo bom goleiro Ayala. Na defesa, Rico, Heredia e Benitez seguravam bem o rojão, enquanto o meio-de-campo tinha um dos maiores nomes do futebol argentino da década, Rattin. Na frente, Nardielle, Grillo e Yudica rolavam a bola legal.
 Os outros dois jogos de Orlando contra o “Almirante” já foram vestindo a camisa do Santos. O primeiro, em 1º de dezembro de 1965, no paulistano Pacaembu, abrindo as finais da Taça Brasil. Ele atuou como apoiador, formando o meio-de-campo com Lima. O “Peixe” mandou 5 x 1, com aquele ataque arrasador que alinhava Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.  Na defesa, estavam o goleiro Gilmar e o zagueiro Mauro Ramos, colegas da Copa do Mundo-1958. Além do lateral-direito Carlos Alberto Torres, que seria o capitão do tri, em 1970, e o menos votado Geraldino. Por fim, Orlando voltou a encarar o Vasco na finalíssima daquela disputa, uma semana depois, no Maracanã, em Santos 1 x 0, e ele atuando na zaga, ao lado de Mauro, que fora reserva do vascaíno Bellini, na Suécia, mas invertendo a situação, em 1962, no Chile – a escalação foi a mesma. 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - RUSSOS

1 - Na noite da quarta-feira 4 de dezembro de 1957, pela primeira vez, uma equipe da antiga União Soviética-CCCP, jogou no Maracanã. Empatou, por 1 x 1, com o Vasco da Gama, que teve o seu gol marcado por Almir Albuquerque Morais. À direita da foto (reproduzida de Manchete Esportiva), ao capitão e zagueiro Bellini leva ao abraço cruzmaltino ao visitante que deu muito trabalho à  "Turma da Colina".
 
2 - O último grande goleiro feito em São Januário, Hélton, esteou com titular em 3 de agosto de 1999, diante do uruguaio, pela antiga Copa Mercosul, que virou Copa Sul-Americana. De lá para cá, todos os goleiros utilizados vieram de outras equipes. A lista pós-Helton: Fábio - revelado no União Bandeirantes-PR;  Cássio - revelado no Olaria-RJ; Tadic - sérvio; - Éverton - tirado do Volta Redonda-RJ; - Fabiano Borges - saído do Criciúma-SC;  Elinton -buscado no Bangu; Erivélton, ex-Americano-RJ; Roberto - ex-Criciúma-SC; - Sílvio Luís - ex-São Caetano-SP; Tiago - ex-Portuguesa de Desportos-SP; Rafael - ex-Itumbiara-GO; Fernando Prass - repatriado doo União Leiria-POR; - Alessandro - ex-Grêmio-RS;  Michel Alves - ex-Criciúma; Diogo Silva - ex-Nova Iguaçu-RJ; Martín Silva - ex-Olímpia-PAR.
3 - O primeiro goleiro gringo cruzmaltino foi o paraguaio Víctor Gonzalez, que defendeu o clube nos anos de 1954 e 55, mas posteriormente se transferiu para o Fluminense. O segundo foi o argentino Errea. O terceiro marcou época na Colina. O também argentino Andrada, um dos heróis do primeiro título brasileiro do clube, o Brasileirão-1974. Foram sete anos defendendo as redes do Vasco, tempo suficiente para se tornar ídolo e uma referência do time na década-1970. Trinta anos após os vascaínos levantarem a primeira taça de campeão nacional, o clube voltou a apostar em um estrangeiro para o gol. O sérvio Tadic aportou em São Januário por indicação de seu compatriota Petkovic, que na época vestia a 10 vascaína. Fracasso. Com atuações muito aquém do esperado, deixou o clube poucos jogos depois. Quase quatro décadas após o sucesso de Andrada, um sul americano voltou a vestir a camisa 1, o uruguaio Martín Silva.
 

4  - O capitão Bellini foi chamado pelo chefe da seleção brasileira campeã mundial na Copa do Mundo-1958, na Suécia, para abrilhantar o desfecho de uma promoção da empresa aérea Panair do Brasil, já inexistente. Foi recepcionar o mascote, o Chiquinho, que fez muito sucesso junto à equipe canarinha. E era pé-quente. O danadinho, ao voltar ao Brasil, desapareceu, misteriosamente. Foi encontrado em um subúrbio do Rio de Janeiro, para alegria dos jogadores e dos membros da comissão técnica do escrete canarinho.

 5  - Em 23 de fevereiro, pelo Torneio Rio-São Paulo de 2000, o zagueiro Mauro Galvão atingiu a marca de mil jogos. Foi na partida em que o Vasco venceu o São Paulo, por 2 x 1, com dois gols de Romário, aos 8 minutos do primeiro tempo e aos 41 do segundo, em uma quarta-feira, em São Januário, perante 7.750 pagantes. O jogo valeu pelas semifinais da competição e foi apitado por Romildo Corrêa (SP). Para atingir a marca, o capitão vascaíno havia atuado, antes, por Internacional-RS, Bangu, Botafogo e Seleção Brasileira. O seu time do "Jogo1000" foi: Helton; Jorginho (Maricá), Odvan, Mauro Galvão e Gilberto; Válber, Felipe (Alex Oliveira), Amaral e Paulo Miranda (Rogério); Viola e Romário. Técnico: Antônio Lopes. 
 

BATE-BOLA COM BEBETO

Nascido em Salvador, em 16 de fevereiro de 1964, José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto, Bebeto tornou-se um vascaíno em 1989. Em São Januário, ficou até 1992, e melhorou sua média de gols: 0,51, ou 60, em 116 compromissos. Em 2.001, ele voltou à Colina, fez mais oito jogos e dois gols, e depois encerrou a carreira no futebol árabe, disputando apenas cinco partidas e deixando só um gol.
Campeão mundial, pela turma do “tetra”-1994, nos Estados Unidos, ele estreou na Seleção Brasileira em 28 de abril de 1985, contra o Peru, tendo jogado 75 partidas e balançando a rede em 45 vezes, média de 0,6 por encontro. Como canarinho, perde para Pelé (77 gols em 92 jogos) e Zico (52 tentos em 73 refregas).  Ele bateu esta papinho com o Kike da Bola:
Reproduzido de
www.vasco.com.br
1 - Como foi vestir a camisa do Vasco?
 - Aconteceu, porque Deus permitiu. Tenho um filho vascaíno roxo, o Roberto Nilton, o mais velho, que vai a todos os jogos do Vasco. Fui recebido com muito carinho pela torcida vascaína, o que me fez defender o clube com muito orgulho.  Por sinal, o meu avô chamava-se Vasco e eu sempre tive muita admiração pelo Roberto Dinamite.

2  -Você chegou a fazer parceria com o Dinamite?
- Tive a felicidade de jogar com o Beto (Roberto Dinamite) uma vez, apenas, pelo Campeonato Carioca. Creio que contra a Portuguesa. Naquele dia, ele me fez um passe e eu o gol.

3 – Além da Seleção Brasileira, chegou a jogar com o Romário vascaíno?
- Com o Roma (Romário) creio que foi um jogo só, também, pois ele estava de saída e do Vasco e machucado. Mas aquela foi uma parceria de Deus. Foi o melhor parceiro de ataque que tive.

4 - Qual foi o seu grande momento vascaíno?
- Ser campeão brasileiro-1989, vencendo o São Paulo por 1 x 0, dentro do Morumbi. Foi um título importantíssimo pra gente.

5 - O Vasco de 1989 foi um campeão, campeão, ou os outros deixaram ser?
- Não se conquista nada sem méritos. Aquele meu Vasco era um time muito forte. Me lembro de quando o presidente Eurico Miranda perguntou se queríamos fazer o segundo jogo da decisão em casa, ou no Morumbi, e eu respondi:  Presidente, bota lá, que seremos campeões, lá! E não deu outra. Pelo time que tínhamos, a confiança era muito grande.

6 – Quantos títulos você conquistou com a camisa cruzmaltina?
-  Fui campeão brasileiro-1989; da Taça Guanabara-1990; do Torneio de Verão-RJ-1990; da Taça Adolpho Bloch-1990 e do Torneio da Amizade-1991. 

7 – Torneio da Amizade! O que foi isso?
-  Fiquei sabendo que foi a única conquista vascaína em gramados africanos. Fomos ao Gabão e vencemos o Bahia e um time de lá,  este com um gol meu.
OBS: Vasco 2 x 0 Bahia foi em 13.10.1991, com gols de Sorato e de William, e Vasco  3 x 0 Sogara foi no dia seguinte, com gols de Sorato, Bismarck e Bebeto.  

8 – A torcida vascaína mais jovem não deve saber o que foi o Tornei Adolpho Bloch. Pode contar?
- Lembro que jogamos contra o Fluminense, o Botafogo e o Bangu. Dos placares, não me lembro mais.
OBS: o Vasco foi campeão com estes resultados:  24.11.1990 - 2 x 1 Bangu; 28.11 - 3 x 1 Fluminense;  02.12 - 2 x 2 Botafogo; 09.12 - 2 x 1 Bangu 12.12 – 0 x 0 Fluminense; 16.12 - 1 x 1 Botafogo.

   
 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

MUSA DA COLINA - SÔNIA BRAGA

 
Não atraiu às primeiras revistas esportivas brasileiras estampar atrizes em suas capas. Pelo final da década-1950, por pertencer ao grupo que lançada a "Revista do Rádio", a "Revista do Esporte" arrumava um gancho e publicava duas páginas com uma artista falando de futebol. Só depois do surgimento de "Placar", nos anos-1970, as belas da tela começaram a ganhar a página 1 das publicações mais consumidas pelos homens. Sônia Braga, famosa, principalmente, pela atuação no filme norte-americano "O Beijo da Mulher Aranha", foi uma das brindadas, com capa e matéria no interior da semanário. Claro, exibindo a sua cruzmaltinice!

Not attracted the first brazilian sports magazines stamping actresses on their covers. By late-1950, belonging to the group that launched the "Radio Magazine," the "Journal of Sport" arranged a hook and published two pages with an artist talking about football. Only after the emergence of "Score" in the years 1970, the beautiful screen started to gain page one of the most consumias publications by men. At No. 45, October 1 and 979, Sonia Braga, famous, mainly for his performance in the Hollywood film "Kiss of the Spider Woman", was one of brindades with cover and matters in the weekly. Of course, displaying their cruzmaltinice!