Vasco

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

OS XERIFES DA COLINA - VIANA-15

Viana
Quando lhe pediram para indicar atletas dispostos a jogar no exterior, ele arrumou emprego para 11 colegas das canchas cariocas. O dizer de um sujeito desses? No mínimo, um amigão! Certo? Mas ele teve um outro título: Super-SuperCampeão. Da temporada carioca-1958.
Umbelino Viana é o nome da fera. Foi reserva do  capitão Hideraldo Luís Bellini, mas disputou três partidas do chamado “SS-58” – 25.07 – Vasco 4 x 2 Bonsucesso; 03.08 – Vasco 3 x 1 Madureira; 25.10 – Vasco 3 x 3 Bonsucesso –, por duas diferentes formações armadas pelo treinador Gradim  (Francisco de Sousa Ferreira): Barbosa, Dario, Viana e Ortunho; Écio e Orlando; Sabará, Wilson Moreira, Vavá, Rubens e Pinga, nos dois primeiros jogos, e, no terceiro,  Barbosa, Paulinho de Almeida, Viana e Coronel; Écio e Orlando; Sabará, Laerte, Delém, Rubens e Pinga.

VIANA NASCEU no mesmo dia consagrado ao surgimento do Club de Regatas Vasco da Gama, em 21 de agosto, só que ele em 1936, enquanto o “Almirante” já existia desde 1898.
Um zagueiro regular, era como ele se considerava. “Não sou nenhum cobra”, afirmou à seção “Bate-Bola” da “Revista do Esporte” Nº 210, de 16 de março de 1963. Mas, quando entrava em campo, xerifava o pedaço do jeito que Bellini faria. E deixava claro que não brincava em serviço quando estivesse à serviço da jaqueta cruzmaltina.
Com aquele uniforme, Viana considerava-se bem e mal pago. Levara só Cr$ 25 cruzeiros, quando juvenil, por empatar com o Madureira (pouquíssimo, na época) , e Cr$ 15 mil cruzeiros, por vitória sobre a Portuguesa de Desportos, pelo Torneio Rio-São Paulo-1956 (bela grana, então). 
Além do “Super-Super-1958”, o zagueiro Viana ganhou mais dois títulos importantes pelo Vasco, ambos em 1957, dirigido pelo mesmo Martim Francisco: em 14 de junho, o Torneio de Paris, na França, e, dois dias depois, o Torneio Tereza Herrera, na Espanha.
Durante a final do primeiro, pegou pela frente o maior craque da época, o goleador Di Stefano e outros superastros, como Kopa e Gento, que não conseguiram dobrá-lo – Vasco 4 x 3. Na segunda decisão, 4 x 2 Atlethic Bilbao, com Martim Francisco escalando: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Viana (Brito);  Laerte, Orlando e Ortunho (Joaquim Henriques); Sabará,  Válter Marciano, Livinho, Vavá e Pinga, sem substituições na segunda partida.
Bellini
MESMO COM AQUELE sucesso, Viana entendia que o seu lugar pertencia a Bellini, que não participara da conquista. Era uma prova da sua afirmação de a sinceridade era a sua maior virtude. “Pode ser que o nosso futebol seja igual... mas ele (Bellini) é grande e o meu lugar é na suplência”, declarou  à “Revista do Esporte” de Nº 104, de 4 de março de 1961,  indo além em sua admiração pelo colega: “É, verdadeiramente, o grande capitão, com todos o chamam. Sua presença em qualquer equipe é sinônimo de tranquilidade. Acho que, tão cedo, o Vasco não arranjará um capitão igual a ele”, imaginava.
Viana tirava o chapéu para  o capitão cruzmaltino, mas estava de olho na vaga de titular. Brito estava chegando, mas ele entendia que, se Bellini saísse, a vaga seria dele. “Mas não posso deixar de reconhecer que o Brito é um zagueiro de respeito e que ainda chegará à Seleção Brasileira”, ressaltou e acertou.
 VIANA ERA O TÍPÍCO jogador do qual o Vasco não abria mão. São Paulo, Atlético Mineiro, Bahia e Guarani de Campinas-SP quiseram levá-lo, mas a “Turma da Colina” não o liberou, pois o via como “um bom reserva” para Bellini. E, se tivesse saído, talvez, não desse certo. A saudade de São Januário não o deixaria ficar por muito tempo longe. Dizia, abertamente.
Lançado no time principal vascaíno por Martim Francisco, ele teve boas atuações durante as temporadas de 1957/58/59, mas a imprensa carioca apostava, no início de 1961, que ele havia encerrado o seu ciclo no Vasco, o que, realmente, aconteceu.  Deixou São Januário e passou pelo paulista Noroeste de Bauru-1961 e o Campo Grande-RJ, entre 1962 a 63.       

 

 

 

 

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